Derrota deixa clima de Série C na Ilha do Retiro 
Quarta, 28 de Julho de 2010, 12:55 PM

O Sport levou uma pancada do mediano Duque de Caxias, em plena Ilha do Retiro, e quase 12 horas após o jogo continua vendo estrelas.

A derrota por 2x1, de virada, não deixou apenas um gosto amargo na boca dos rubro-negros. Deixou também um clima de queda para a Série C.

O presidente nervoso, segundo Cerezo, no vestiário, é um sintoma perigoso. Nessas horas, ele é o único que não deveria perder o equilíbrio sob pena de o barco afundar bem antes do que o esperado.

Mais calmo, pela manhã, Sílvio isentou o treinador e jogou a culpa nos atletas.

Se os atletas têm culpa, aqui pra nós, presidente, Cerezo também carrega uma imensa responsabilidade.

Afinal, escalar o time com três volantes contra o Duque de Caxias é pensar que o time fluminense é mais ou menos o Internacional de Porto Alegre, um dos melhores do Brasil, no momento.

Nesses poucos jogos à frente do Sport, já deu pra perceber que o treinador não consegue montar uma estratégia de acordo com o adversário que vai enfrentar. E cada um desses times possui características diferentes, esquemas diferentes. Não são todos japoneses.

Para eles, porém, o Sport é o verdadeiro japonês pois não muda nada de uma partida para outra. É o time mais previsível da Série B.

A liderança do Náutico 
Segunda, 26 de Julho de 2010, 06:51 AM

A liderança do Náutico, na Série B, é algo incontestável. O time vem fazendo gols em profusão e jogando com a personalidade de quem não está apenas buscando a classificação à elite nacional, mas o título do torneio, o que é bastante saudável.

Pelo bom início de campanha, é impossível não apontar o Náutico como favoritíssimo a uma vaga na Série A ano que vem. Em que pese o valor da concorrência, o time alvirrubro está mostrando talento e maturidade. A virada sobre o Bahia, sábadod, nos Aflitos, é reflexo disso.

Já o Sport é um caso a ser estudado. O time abriu mão do ataque, escalou três volantes e, mesmo assim, exibiu uma defesa ultravulnerável contra o Coritiba, em Joinville. Escapou de uma goleada no primeiro tempo graças às defesas de Magrão.

E o Santinha, enfim, venceu. Ótimo. O povão fica mais esperançoso para as próximas partidas e isso vai gerar um grande público no Arruda.

Após a dengue, estou voltando 
Quinta, 22 de Julho de 2010, 08:22 AM

A dengue me deixou fora do ar por quase duas semanas. Peço desculpas a quem acessou este blog no período e o encontrou desatualizado.

Vamos por tópicos:

1) A Espanha ganhou a Copa do Mundo de 2010. Foi um prêmio ao bom futebol jogado pela Fúria. Melhor toque de bola, melhor conjunto e, para mim, Iniesta, Andrés Iniesta, foi o melhor jogador da Copa.

Com todo o respeito ao uruguaio Forlán, que fez um belo torneio e também mereceu a escolha de melhor jogador do torneio.

2) Para mim, a derrota do Brasil para a Holanda foi acidental. Apesar das limitações, a seleção é melhor que a Laranja, que mostrou ser pequena na final com aquelas jogadas violentas, indignas de um time que disputa um Mundial.

3) Fala-se em Mano Menezes para o lugar de Dunga. Eu reprovo. Mano não é Felipão, este sim o nome ideal. A carreira de Mano é pontuada por vice-campeonatos. Os títulos mais importantes que conquistou no Corinthians foram mais pelo peso (sem nenhuma maldade) de Ronaldo Fenômeno.

A derrota brasileira, para mim, encerra o ciclo de alguns jogadores na seleção. Kaká e Robinho, por exemplo. Mesmo tendo idade para mais uma copa, já deu pra notar que eles não têm personalidade para carregar uma seleção brasileira. No máximo, são bons vendedores de produtos nos comerciais pré e durante a copa.

4) Começou a Série B e o Sport reagindo com mais uma vitória e um empate, colocando-se no meio da tabela de classificação. Não gostei da barração de Adriano Pimenta até do banco rubro-negro contra a Ponte Preta. O técnico Cerezzo deve uma boa explicação à torcida do Sport.

5) O Náutico segue bem, apesar da saída de Carlinhos Bala. O time de Gallo lidera a competição com justiça.

6) A queda de Dado Cavalcanti já era esperada. Ele não tem ainda a experiência necessária para levar o Santa Cruz ao que a torcida espera. Givanildo tem mais condições de fazê-lo, embora seja difícil carregar a cruz do Arruda atualmente.


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Que Dunga não engula a corda de Cruyff 
Quinta, 1 de Julho de 2010, 12:46 PM


Cruyff provoca, dizendo que a forma de jogar da seleção brasileira é uma vergonha. Que Dunga não engula essa corda.
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Dois estilos distintos caminham para a final 
Quarta, 30 de Junho de 2010, 10:57 AM

A seleção brasileira sobrou em gols contra o Chile, mas em futebol, não. Claro que os gols importam mais porque decidem o jogo, diria o Conselheiro Acácio, mas, ao mesmo tempo, vemos o Brasil sem a essência do futebol brasileiro. A seleção de Dunga mostra o futebol-arte a conta gotas, mas ainda assim podemos dizer que é favorita ao título mundial. Sua próxima rival, a Holanda, também joga do mesmo jeito. A Laranja Mecânica que encantou o mundo com Cruyff, Neskens, Krol e Resembrink, em 1974, entra em campo dentro de uma armadura. O futebol hábil e agressivo também vem aos pingos nos pés de Robben e Elia, que costuma entrar no segundo tempo.

Para o jogo desta sexta-feira, não fico em cima do muro. Acho que vai dar Brasil. Não porque nosso ataque vai arrebentar a defesa holandesa, mas porque a nossa defesa é hoje a melhor do mundo e só um desses acidentes do futebol poderá parar o Brasil até a final da Copa.

Apesar das perdas de Elano e Felipe Melo, contundidos, o Brasil de Dunga tem levado mais sorte do que os seus grandes concorrentes nesta Copa. Do outro lado da tabela, a Argentina e a Alemanha vão se enfrentar numa quarta-de-final que, na verdade, é uma final antecipada, com todo o desgaste físico e mental de uma decisão.

O vencedor vai comemorar muito, mas sairá extenuado para enfrentar a Espanha. A lépida e fagueira Espanha que começou mal, perdendo para a Suíça e vem fazendo um jogo melhor que o outro. Vai enfrentar o Paraguai nesta fase e dificilmente deixará escapar a vaga na semifinal.


Antes da Copa, muitos previram o duelo entre brasileiros, campeões sul-americanos, e espanhóis, campeões europeus, na final da África do Sul. Acho que esse confronto está, realmente, prestes a acontecer.

Curiosamente, são os dois estilos que predominam atualmente no futebol mundial. A escola espanhola, que preza pelo futebol mais vistoso, de toque de bola e aproximação da área implantada por Guardiola no Barcelona. E o estilo fechado implantado por José Mourinho no Inter de Milão, vitorioso no futebol europeu. Um time que se fecha e, com a bola, parte rápido em contra-ataques.




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