O Leão insiste em não morrer 
Segunda, 28 de Setembro de 2009, 07:02 AM
O Sport insiste em não morrer, apesar de todas as adversidades, inclusive os erros de seu treinador. Com a vitória sobre o Santo André, por 2x1, aproximou-se um pouco mais dos concorrentes Botafogo (25 pontos), Santo André (25) e Náutico (26). Mas também continua sentindo o calor às suas costas da lanterna que o Fluminense carrega, agora com 21 pontos.

Os próximos capítulos do Brasileiro serão emocionantes e decisivos para os pernambucanos. O Náutico recebe o São Paulo, nesta quarta-feira, nos Aflitos, jogo antecipado, enquanto no fim de semana o Sport visita o Grêmio, no Olímpico, onde costumeiramente coleciona derrotas.

Aos jogos: na Ilha, o Sport enfrentou um Santo André fisicamente forte e tecnicamente sofrível. Impressionante como o veterano Rodrigo Fabri deu trabalho. Mas o nome do jogo foi Luciano Henrique. Passaram pelos seus pés as melhores jogadas do time rubro-negro, inclusive as que terminaram nos gols de Arce, no primeiro tempo, e Vandinho, no segundo.

Pena que Chamusca resolveu ressuscitar o terceiro zagueiro, colocando Juliano e sacando Luciano Henrique, aos 29 minutos do segundo tempo. Tenho a impressão de que o estoque de remédios para controlar pressão arterial dos torcedores rubro-negros esgotou-se após o jogo. Foram 19 minutos de sufoco, a bola atravessava a área do Sport causando comichões e calafrios nas arquibancadas. O mal-estar só acabou com o apito final do irregular Vágner Tardelli.

Chamusca recebeu uma boa dose de reclamações após a partida. Em vez de chatear-se, deve refletir sobre o que fez. Afinal, ensina a lógica dos inteligentes que não se deve ter compromisso com erros...

No Couto Pereira, o Náutico não conseguiu parar o Coritiba, de Marcelinho Paraíba, o craque do jogo. Uma pena que os reforços Tuta e Irênio jogaram muito aquém das expectativas e Carlinhos Bala não estavam num de seus melhores dias.
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Jogos duros 
Sexta, 25 de Setembro de 2009, 10:41 AM

Alvirrubros e rubro-negros esfregam as mãos, nesta sexta-feira, ansiosos para que chegue logo o fim de semana, quando o Náutico visita o Coritiba, em Curitiba, e o Sport recebe o Santo André, no Recife.

Dois jogos decisivos, que podem fazer os clubes envolvidos mudar de direção na tábua classificatória. Se vencer, o Náutico salta para 29 pontos e fica mais distante da Zona da Morte. Caso contrário, quem ganhará alguns corpos dessa faixa perigosa é o time paranaense, que ampliará para quatro pontos a diferença sobre a equipe de Geninho.

Na Ilha do Retiro, o Sport ganhando não sai do lugar na classificação, mas dará mais músculos à autoestima do time, bastante avariada nesse Brasileiro. E a esperança continuará rondando a cabeça dos torcedores, realimentando o ciclo de bons públicos nos jogos em casa.

Ao Santo André, que vem de um ótimo empate com o São Paulo, resta tentar surpreender o Leão, para também afastar da ZR.

Na parte de cima da tabela, vejo o São Paulo mais perto do título, embora com três pontos a menos que o líder Palmeiras. Torço pelo São Paulo porque acredito que futebol se faz bem mais com uma ótima estrutura do que com a varinha de condão de técnicos que se consideram verdadeiros bruxos do esportes, capazes de montar times brilhantes com jogadores apenas medianos.

A fórmula do São Paulo é vitoriosa independente do treinador da hora. Pelo menos isso é o que tenho visto nas últimas duas décadas. Pena que a lição do tricolor paulista não seja tão bem assimilada por outros clubes e por isso mesmo se evidencia essa diferença técnica gritante que vem fazendo o São Paulo campeão brasileiro nos últimos três anos.
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Chamusca precisa conhecer mais os adversários 
Segunda, 21 de Setembro de 2009, 02:02 PM
O Sport começa a ver de binóculos a chance de permanecer na elite ano que vem. A cada rodada, um detalhe ou outro contribui para que a situação se agrave, mesmo que os concorrentes diretos às vagas do rebaixamento insistam em deixar um fiozinho de esperança na cabeça dos rubro-negros.

Na derrota de sábado, por 1x0, para o Atlético-PR, muitos torcedores saíram culpando o árbitro Paulo César Oliveira pelo placar. Até certo ponto, é verdade. O juiz paulista é danado para errar contra o Sport. Aquele pênalti em Fininho poderia mudar a história do jogo. Pra melhor. Ou pra pior, pois também poderia fazer o Furacão correr um pouco mais em vez de acomodar-se com o 1x0, como fez, proporcionando ao Sport a oportunidade de crescer em quase empatar.

Mas por que não empatou? Não empatou porque o futebol é feito de pequenos detalhes. E Péricles Chamusca faz questão de errar nesses pequenos detalhes. Sábado, seu time abusou de lançar bolas altas na área. Fininho de um lado. Élder Granja do outro. Mas no meio havia dois atacantes que não são especialistas neste fundamento. Wilson e Arce são velocistas, ótimos para o contra-ataque. Contra-ataque que o Furacão não deu, simplesmente porque o estilo do seu treinador, Antônio Lopes, é defensivo. Ele arma o time lá atrás, enchendo a área de zagueiros.

A opção que o Sport tinha para ganhar esse jogo sequer estava no banco. O grandalhão Lincoln, que veio do Rio Branco de Americana, foi relacionado para disputar a Copa Pernambuco. Com 1,92m, poderia muito bem quebrar o galho de Chamusca. Essa falta de estratégia de Chamusca revela que ele não conhece os adversários. Por isso, tomou uma surra do Flamengo no Maracanã e esbarrou na retranca de Antônio Lopes.

Para livrar o Sport do rebaixamento, é visível que não é preciso apenas reforços, mas que o treinador estude mais a forma de jogar dos adversários, para explorar seus pontos fracos e anular suas virtudes, coisa que Chamusca não está conseguindo fazer.

NÁUTICO - O time alvirrubro amargou um empate em casa com o Atlético Mineiro e está cada vez mais ameaçado, embora uma posição à frente da ZR. É muito pouco.



De fazer chorar 
Segunda, 14 de Setembro de 2009, 01:29 PM

Fim de semana de baixa. O Sport levou uma surra do Flamengo. A derrota foi até normal, mas a avalanche de gols que o time carioca deixou de marcar por causa da eficácia do goleiro Magrão é difícil de explicar.

Será que o Flamengo teve um surto de bom futebol, com Petkovik, aos 37 anos, numa tarde de Zico, e Adriano, ainda pesado, numa tarde de Fenômeno, quando o Fenômeno era ainda mais Fenômeno?

Ou será que Chamusca armou o time mal, muito mal? Zé Antônio, que substituiu Andrade, parecia estar carregando um saco de cimento em cada perna. E Élder Granja, o lateral que só volta de táxi? E Fabiano, que faz até uns golzinhos, mas não marca ninguém?

Foi de fazer chorar.

Nos Aflitos, esperávamos bem mais do Náutico diante do Grêmio, mas o Grêmio é o Grêmio. E se impôs, venceu com autoridade, enquanto o Náutico preferia tocar a bola e achar que estava dominando o jogo.

Ainda bem que Botafogo e Fluminense empataram. E que o Santo André perdeu, e o Atlético Paranaense também. Assim, os concorrentes dos pernambucanos ficaram todos no mesmo lugar. E esse foi o único saldo "positivo" da rodada.


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Enfim, uma ameaça para Robinho 
Quinta, 10 de Setembro de 2009, 06:32 AM

Nilmar mostrou, enfim, que pode ameaçar o lugar de Robinho no ataque da seleção brasileira. Os três gols marcados na seleção chilena, na vitória por 4x2, em Salvador, garantiram ao técnico Dunga uma boa dor de cabeça até a Copa do Mundo.

Claro que o treinador agora será pressionado. Vale a pena continuar com Robinho em fase deplorável? Eis a pergunta que não vai querer calar nos próximos meses e que com certeza deve aumentar a aspereza das respostas de Dunga nas entrevistas.

Do time em si, podemos destacar Júlio Baptista, autor do segundo gol, e Daniel Alves, pela voluntariedade. Também Júlio César pelas defesas arrojadas.

ARGENTINA NA PIOR - Só devemos lamentar a derrota da seleção platina para o Paraguai e a séria ameaça de não disputar a Copa. Pena que Maradona seja como treinador o inverso do que era como jogador.

Se o time não for à Copa ele vai passar o resto da vida carregando um peso do tamanho de sua arrogância por ter barrado um jogador como Riquelme. E por ter transformado a seleção de seu país numa imensa panela.
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