Domingo, 27 de Junho de 2010, 11:29 PM
As oitavas de final da Copa do Mundo começaram na África do Sul e com elas as injustiças cometidas pelos deuses da bola e pelos juízes.
Confesso que antes do primeiro jogo desta fase, entre Uruguai e Coréia do Sul, eu torcia pela Celeste, mas durante a partida “virei a casaca”. Passei a torcer pelos asiáticos, que mostraram um melhor toque de bola do que os rivais.
A Coréia mandou no jogo. Jogou com mais raça do que a própria mística da Celeste, mas perdeu. Perdeu porque não tinha um centroavante como Soares, autor dos dois gols da partida.
Do mesmo mal padeceu os Estados Unidos horas depois ao sofrer a eliminação diante de Gana. Gyan resolveu a partida.
Neste domingo, a Alemanha, diante da Inglaterra, tinha as duas coisas: futebol coletivo, alegre, bonito e um centroavante. Por isso, sobrou diante da Inglaterra. Quatro a um com Miroslav Klose abrindo o placar.
Absurdamente, o assistente não viu a bola entrar no chute de Lampard, que encobriu o goleiro e ultrapassou a linha de gol em quase meio metro. Mas mesmo que tivesse empatado, a Inglaterra perderia, porque a Alemanha mostrou uma superioridade avassaladora.
Desta partida, destaco o meia Ozil. Canhoto bom de bola, já havia marcado um golaço diante de Gana e neste domingo foi o regente da Alemanha com passes precisos para os gols de Muller.
Mas o que também ajudou a desequilibrar o jogo foi a falta de um homem de área no esquadrão inglês. Pena que Roney não foi à Copa...(?) Se tivesse ido seria diferente.
À tarde, esperava um jogo equilibrado entre México e Argentina, claro que acreditando que a equipe platina tinha 70% de chances de passar.
Mas o árbitro e o assistente acabaram tornando as coisas mais fáceis para os meninos de Maradona ao validar o gol em impedimento de Tevez. O erro enervou os mexicanos e levou a outro erro, o “passe” de Osório para Iguain fazer dois a zero.
Nesta segunda temos Brasil x Chile e Holanda x Eslováquia. Os dois primeiros são favoritos.
Terça, 22 de Junho de 2010, 11:09 AM
Matéria publicada no site do UOl esclarece finalmente o motivo da grosseria de Dunga com o afável Alex Escobar, um dos repórteres da Rede Globo envolvidos na cobertura do evento.Ao ler editorial sobre os palavrões de Dunga contra seu colega de emissora, domingo, no Fantástico, o simpático Tadeu Schimidt contou apenas uma parte da história: a grosseria "gratuita" de Dunga.
Não revelou que a emissora tentou passar por cima da autoridade do treinador ao "acertar" nos bastidores com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, entrevistas exclusivas com três jogadores da seleção.
Dunga soube e vetou a manobra, o que seria um privilégio apenas da Globo em detrimento de outras emissoras e agências de notícias que cobrem a seleção.
Já cobri jogos do Brasil aqui no Recife e sei bem os privilégios que Globo ostentava em outras épocas, principalmente nas Eras Zagallo e Parreira.
Que o comportamento do treinador contra o repórter é reprovável não há dúvida, mas que a Globo errou feito em não contar a história completa também não há a mínima dúvida.
E ao obrigar Tadeu Schimidt a ler o tal editorial acabou provocando um desgaste na imagem do profissional, que chegou a superar Galvão Bueno em mensagens negativas no twiter, o que é uma façanha e tanto, talvez mais do que o Brasil ganhar uma Copa do Mundo.
Terça, 15 de Junho de 2010, 10:27 PM
O Brasil jogou a 40 km por hora sob um frio de dois graus e numa altitude de aproximadamente 1.700 metros. Kaká e Luís Fabiano voltando de contusões. Tudo bem, o adversário não era a Alemanha, mas a Coréia do Norte, país que visitou a Copa do Mundo pela última vez há 44 anos. 105° no ranking da Fifa.A Pátria de Chuteiras esperava ver Robinho entrar driblando na área dos asiáticos. Queria ver Kaká sapateando no meio-de-campo e Júlio César estendendo uma rede, daquelas que a gente compra lá em Tacaratu, no sertão pernambucano, embaixo dos três paus, para dormir. Parte da mídia usa a seleção para atrair anunciantes, vender seus espaços e, para isso, precisa criar a ilusão de que a seleção brasileira é imbatível.
A patuleia, naturalmente, engole a corda e para diante da tevê esperando ver sempre o final feliz. Tem até suas razões, pois o Brasil ganhou quase um terço de todas as Copas disputadas.
Mas nem sempre a história é assim, principalmente numa estreia. Nesta terça-feira, a seleção sofreu. Como historicamente sofre diante de seleções tecnicamente inferiores que jogam com oito ou dez atletas atrás da linha da bola. Lembram do empate com a Venezuela pelas Eliminatórias? Ou do empate com o Equador também na fase de classificação para o Mundial?
O fraco futebol da seleção no início tem suas explicações: geralmente, as seleções brasileiras fazem um trabalho de preparação para atingir o pique nas semifinais e final da competição. É basicamente a estratégia que as grandes equipes usam. A vantagem é que a cada partida o time cresce um pouquinho. Mas também há um risco: cair num grupo em que os adversários já chegam embalados.
Pelo que vi na primeira rodada do grupo em que o Brasil está incluído, Portugal e Costa do Marfim estão num estágio de condicionamento físico melhor do que o Brasil, e isto é preocupante, mas pode ser superado com a melhor técnica dos jogadores brasileiros e um pouco mais de esforço.
Os africanos, aliás, são useiros e vezeiros em chegar à Copa voando baixo para ir caindo com o decorrer dos jogos. Os nigerianos deram um bom exemplo no sábado, contra a Argentina. Obrigaram os hermanos a correr uma barbaridade, tanto que no segundo tempo as duas equipes estavam andando no gramado e o meio do campo exibia um espaço vazio poucas vezes visto num jogo de Copa do Mundo.
Mas, apesar dessas justificativas, é preciso dizer que a seleção brasileira realmente não jogou no nível esperado, principalmente no primeiro tempo. Para usar uma escala, disse lá em cima que o Brasil atuou a 40 km/h. Em condições normais, a seleção brasileira joga a 60 km/h nas suas estréias em competições, mais ou menos como atuou nos primeiros 20 minutos do segundo tempo.
Os casos de Kaká e Luís Fabiano, naturalmente, chamam a atenção pelo rendimento bem abaixo do esperado. Acredito que Dunga os escalou porque deseja que eles ganhem ritmo, e isso só acontece com os atletas em campo, como diria o Conselheiro Acácio.
Segunda, 14 de Junho de 2010, 02:28 PM
A prioridade de Dunga nesta Copa não é o título de campeão do mundo.Ele quer, insistentemente, o troféu de personagem mais chato do Mundial.
E, neste aspecto, é até agora o favorito disparado.
Uma pena, pois Dunga esconde o que tem de melhor, a seriedade no trabalho, para evidenciar o que tem de pior.
E ninguém consegue explicar a ele que zelo é uma coisa, esquizofrenia é outra.
As críticas da imprensa ao seu trabalho são injustas e até exageradas, como já falei aqui, mas a reação dele, como treinador da seleção brasileira, é pequena e fere não apenas sua relação com a imprensa, que deveria ser respeitosa e profissional, mas também sua relação com a torcida brasileira, o que é mais grave.
Joguinhos insossos, poucos gols.
A Copa do Mundo ainda não empolgou.
Exceção: a Alemanha goleou a Austrália.
Os germânicos trazem, desta vez, ao Mundial uma equipe mais leve.
Os camaroneses apanharam dos nipônicos na manhã desta segunda-feira.
No sábado e no domingo, os goleiros inglês e argeliano nos presentearam com dois perus.
Futebol-arte. Apenas Messi em alguns lances contra a Nigéria. A Argentina merecia vencer de mais, porém, o goleiro nigeriano impediu.
Vamos aguardar os próximos dias.
Sábado, 12 de Junho de 2010, 06:30 AM
Dois empates no dia de abertura da Copa.
África do Sul 1x1 México. França 0x0 Uruguai.
As quatro equipes mostraram eficácia na marcação e pouca criatividade no ataque.
Será uma tendência desta Copa?
Dos sul-africanos, podemos dizer que estiveram mais perto da vitória do que os mexicanos, assim como os franceses buscaram mais o gol do que os celestes.
Ribery, da França, foi o melhor jogador dessas duas partidas iniciais.
Neste sábado, dois jogos merecem destaque: Nigéria x Argentina e EUA x Inglaterra.
Tomara que sejam jogos de muitos gols.
Caso contrário, a Copa vai começar a deixar os amantes da bola desconfiados de que esta não será uma boa Copa.
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