Reação rubro-negra 
Segunda, 29 de Junho de 2009, 06:49 AM

O Sport, enfim, saiu da zona de rebaixamento. Uma vitória suada sobre os reservas do Grêmio fez o Leão subir quatro posições, ficando em 15º lugar. Já o Náutico, que começou bem a competição, está descendo a ladeira e, com os mesmos oito pontos, está na porta da área de degola, entre o 16º e o 17º lugares com a mesma pontuação do Atlético Paranaense.

Vi o jogo dos alvirrubros pela televisão e ficou evidente que está faltando um bom armador para segurar a bola, cadenciar o jogo, armar os contra-ataques. O time acabou sucumbindo ao volume de jogo dos paulistas.

Ontem, na Ilha, ficou evidente que o time rubro-negro já tem o dedo de Leão, o treinador, no esquema e no comportamento dos jogadores. A equipe briga mais pela posse da bola e imprime mais velocidade à saída para o ataque. Velocidade, porém, não é sinônimo de qualidade. O Sport ainda erra muitos passes na transição meio-de-campo-ataque, o que gera contra-ataques perigosos.

Os três reforços indicados por Leão já deram seu recado. Élder Granja e Fabiano marcaram gols ontem (o outro foi de Fumagalli), enquanto Hugo, que deixou o campo mais cedo por causa de uma crise de bronquite) também fez o seu no Santo André há uma semana.

SANTA CRUZ - Time grande que se preza não pode tomar gols tão bobos como os que o time tricolor sofreu do Treze, sábado, no Arruda. O jogo acabou 4x3 porque o time paraibano, que vencia, não permitiu a cobrança de um pênalti e deixou o campo.

SELEÇÃO BRASILEIRA - Uma vitória, de virada, convincente. O time de Dunga mereceu o título da Copa das Confederações. Ontem, quase foi surpreendido ao tomar dois gols no primeiro tempo, mas conseguiu reagir, graças ao grande volume de jogo e ao faro de Luís Fabiano, artilheiro da competição com cinco gols, dois feitos nos EUA na final.

As derrotas do sábado 
Domingo, 21 de Junho de 2009, 06:44 AM

O Sport perde de novo. E o Náutico também. Como explicar as derrotas?

Vamos começar pela dos rubro-negros, que jogaram primeiro nesse sábado de horrores.

Leão promoveu a estreia de três jogadores. O time jogou bem, mas não traduziu a boa atuação em gols.

Foram muitas chances desperdiçadas diante de um adversário cheio de jogadores experientes, Fernandão, Marcelinho Carioca, Rodrigo Fabri.

A derrota jogou o Sport mais pra baixo ainda da tabela. A situação é crítica.

Mas, contrariando os pessimistas, eu não acredito que esse time vai descer de divisão este ano.

Em algum momento as vitórias vão voltar.

Dos estreantes:

Elder Granja mostrou que pode ser muito útil. Sabe apoiar e é bastante eficiente nos cruzamentos. Pena que tenha perdido duas chances claras de marcar.

Fabiano joga com muita objetividade. Mesmo não sendo um meia armador, conseguiu cumprir a função a contento dando velocidade à saída de bola.

Hugo estreou fazendo um gol. Também se mexe bastante em busca de espaços e, pelo menos neste primeiro jogo, mostrou ser mais eficiente que Luciano Henrique e Fumagalli.

NÁUTICO : Lastimável a perda do pênalti por Gilmar. Poderia ter mudado a história da partida. Após o lance o Coritiba cresceu e o Náutico encolheu. Está na hora de Márcio Bittencourt e seu auxiliar Nenê gastarem menos retórica para dar uma balançada neste time, que parece estar jogando com complexo de inferioridade.

1 comentário ( ( 9 vistas ) )   |  permalink   |  links relacionados

Uma rara e antológica tarde de Weldon 
Domingo, 7 de Junho de 2009, 07:49 PM

A tarde começou com a expectativa de tragédia para o Sport na estreia de Leão. O time sofreu dois gols em menos de dez minutos e parecia nocauteado diante dos dois gols de Emerson.

Parecia.

Porque a torcida não estava. E gritou, cobrou e xingou. Até Durval escorar de cabeça uma bola cruzada por Fumagalli.

Ali o Sport descobriu que não era só sua defesa que falhava. A do Flamengo também tinha seus buracos.

Tanto que Ronaldo Angelim "furou" o chute ao tentar interceptar um cruzamento de Dutra. Weldon aproveitou e chutou forte, o goleiro Bruno fez a defesa parcial, mas a bola escapou quicando e foi parar na rede lateral.

Dois a dois.

O Sport foi atrás de mais gols e conseguiu. Ciro sofreu falta na direita, Fumagalli jogou a bola na área e lá estava Weldon para virar o jogo.

Três a dois.

Três gols em oito minutos!

E não se passariam mais quatro para Weldon ampliar a vantagem do Sport após receber passe de Ciro em ótima jogada. O centroavante pegou de primeira e jogou a bola no ângulo esquerdo.

Quatro a dois.

Assim, Weldon fechou mais uma de suas antológicas atuações no Sport.

Verdade que elas são raras, mas, quando acontecem, fazem a torcida esquecer as centenas de minutos de perna-de-pau desse misterioso atacante.

A vitória tirou o Sport da zona de rebaixamento e o colocou na 15ª posição.

Ih! Ia esquecendo: o técnico Leão estreou nos camarotes, pois está cumprindo suspensão de 120 dias.

De qualquer forma, teve sorte na estreia, pois acabou com um tabu de nove anos do Sport sem vitórias sobre o Flamengo. Tabu que na Ilha já durava 12 anos.

E o Náutico apanhou do Grêmio no meio da semana. Derrota normal, placar (3x0) anormal. O Náutico sofreu o primeiro gol de forma irregular. Geralmente é assim, os times pernambucanos levam o maior azar com os árbitros quando jogam no Olímpico.

Um mistério que ninguém consegue desvendar.
1 comentário ( ( 4 vistas ) )   |  permalink   |  links relacionados

Empate com gosto de derrota. E de vitória 
Sábado, 30 de Maio de 2009, 08:44 PM

A semana tinha tudo para acabar pior do que começou para o Sport.

O técnico Nelsinho desmoralizou o grupo com uma cobrança além da conta, não mediu as palavras e, chateado, pediu demissão.

Foi acompanhado por Paulo Baier, cinco meses após ser anunciado como a grande contratação do time com um contrato de dois anos.

O Botafogo, no Rio de Janeiro, era uma fogueira e tanto para um time em turbulência.

Mas o Sport saiu-se bem melhor do que a encomenda. Levir Gomes, o técnioo interino, armou um alçapão e pegou o Botafogo no primeiro tempo, fazendo dois gols de contra-ataque, com Wilson e Weldon.

No segundo tempo, Sandro Goiano cansou, Levi demorou a mudar e quando mudou, Hamilton, também cansado, chegou atrasado num lance e recebeu o cartão vermelho - já tinha o amarelo.

O time carioca empatou o jogo. Fiou um sabor de derrota para o Sport pela vitória que escapou nos últimos 15 minutos.

Mas também ficou o sabor de vitória porque poderia ter sido pior, muito pior, não fossem os milagres de Magrão.

A QUEDA DE NELSINHO

O episódio envolvendo a saída de Nelsinho ainda não terminou e terá mais capítulos no futuro. Embora o treinador já seja uma página virada (bela página, aliás) na história do Sport, ficou claro que ele não estava insatisfeito apenas com o time.

Calejado e experiente, ele deixou nas entrelinhas que chegou ao limite ao ver que os jogadores indicados por ele não chegavam, mas chegavam jogadores indicados por empresários aos dirigentes do clube, como o zagueiro Juliano e o lateral Jonas, que apenas ocupa um espaço no elenco e nada produz.

O erro de Nelsinho foi ter agredido os jogadores com adjetivos desnecessários, pois o direito de cobrar ninguém poderia tirar dele.

A saída de Paulo Baier, para mim, foi um erro. Uma precipitação do jogador. Os torcedores são inteligentes o suficiente para saber que ele não foi o único culpado pela desclassificação da Libertadores.

Os zagueiros do Sport, Igor, César e Durval, bem que poderiam explicar melhor porque o time toma tantos gols de cabeça em bolas cruzadas sobre a área. César, por exemplo, faz tempo que comete pênaltis e lambanças, mas nem o próprio Nelsinho teve coragem para tirá-lo do time, talvez porque temesse um dos líderes do grupo ao lado de Igor e do próprio Durval. Xingar Ciro, que está começando agora, e Paulo Baier, que não fazia parte de nenhum grupinho, foi mais fácil para o treinador do que corrigir os erros da defesa e definir quem era o centroavante do time.

Formado há quatro anos, esse time do Sport dá sinais de fadiga e a diretoria bem que poderia aproveitar esse Brasileiro para oxigenar o grupo. A renovação feita com critérios poderá render bons frutos.
1 comentário ( ( 3 vistas ) )   |  permalink   |  links relacionados

O brilho alvirrubro 
Segunda, 25 de Maio de 2009, 07:25 AM

O Náutico fechou a terceira rodada do Brasileiro na vice-liderança da competição, fruto de duas vitórias e um empate, quatro dos sete pontos conquistados fora de casa.

Que começo! O time fez oito gols e tomou cinco, seis tentos fora de casa. Os números estão mostrando que o Náutico não está com aquele ranço de equipe caseira.

Nas entrevistas, após os jogos, todos os jogadores estão elogiando a forma de comando do treinador Valdemar Lemos. Um sujeito que tem se revelado bastante hábil na condução de um time ainda em formação e que está sabendo mexer a contento quando o jogo exige.

Se a boa campanha do Náutico vai continuar só o tempo irá dizer, pois o futebol é feito de tantas variáveis que não dá pra fazer previsões tão longas numa competição onde ainda restam 35 rodadas. Mas que é bom ver o time alvirrubro começar assim, é.

Do Sport, há muito e pouco o que se dizer. O muito já vem sendo dito. O pouco é que o futebol é feito de ciclos e os rubro-negros atravessam agora uma maré baixa.

Acho, e é só achismo mesmo, que o time só melhora a partir da sexta rodada.


Anterior Próxima