Quinta, 25 de Outubro de 2007, 07:32 AM
Num dia de pouca inspiração, resolvi fazer o Arquibancada virar "Primeira Página" dos blogs dos amigos/parceiros. Escolham os temas e boa leitura. Os links estão ao lado direito da tela entre os recomendados
Mandra Brasa - Faz uma homenagem (justíssima) a Orismar Rodrigues, colunista social que faleceu no início da semana
Acerto de Contas - Cientista britânico fala sobre o Protocolo de Kyoto e de Bush (Vixe Maria, tum, tum, tum)
Blog Horóscopo - Eduardo Amorim fala de uma visita a Paris. Menino chique, esse tal de Eduardo.
Esporte Total - Blog recém-lançado dos Diários Associados. Giulliana Bianconi anuncia a participação da campeão pan-americana de pentatlo, Yane Marques, em competição no Caxangá.
Blog do PVC - Paulo Vinícius Coelho fala do embate entre Palmeiras e Fluminense pelo artilheiro Alex Mineiro
Blog do Timba - Noticia e comemora a absolvição do uruguaio Acosta em julgamento do STJD. O jogador reforça o Náutico no jogo com o Grêmio, neste fim de semana.
Blog do Santinha - O tricolor Ivan Marinho fala de democracia no Arruda e lembra que à exceção da torcida, diretores e técnicos são sempre provisórios. Grande verdade.
Blog Toca do Leão - Diego "Sorriso" noticia a absolvição de Dutra no STJD e fala do clima pesado na Ilha do Retiro.
Futebol Baiano - Marcelo Sant'Ana fala da participação do Bahia no Octogonal da Série C
Blog do Guerreiro - Leonardo Guerreiro dá os resultados de ontem da Sul-Americana
PernambucoFC - Paulo Augusto fala do jogo Santa Cruz x Remo
Blog do Massi - Alexandre Massi comenta sobre a onda de especulações no mundo esportivo
Marcação Cerrada - Vinícius Grissi tenta encontrar o motivo que faz Robinho brilhar nos clubes e não render na seleção.
Craque de Blog - Thiago Braga fala sobre a fórmula de disputa do Brasileiro por pontos corridos
Papo de Craque - Dassler Marques apresenta o site Olheiros aos seus leitores
Tiro ao Álvaro - Faz uns dois meses que não é atualizado. Alimenta esse blog, Álvaro
Só Na Canela - Brinca com o agora técnico Romário, do Vasco.
Quarta, 24 de Outubro de 2007, 07:10 AM
À medida que o final da Série A do Brasileiro se aproxima e o Sport segue em perigo, as especulações em torno do que provocou essa irregular campanha do time na competição pipocam.A versão mais corrente e que vem ganhando força nos sites esportivos é sobre o relaxamento de alguns jogadores, entregando-se às farras e bebedeiras. Noites mal-dormidas, naturalmente, causam seqüelas graves ao rendimento de um atleta.
E isso se reflete em alguns jogos em que foi visível a fraca condição física do time. Adriano Gabiru está na Ilha do Retiro há quase três meses, tempo suficiente para um atleta readquirir sua condição física, mas até agora ele não demonstrou isso.
Outro fracasso físico do time é o volante Éverton. Cadê aquele jogador que incendiava o time e a torcida com suas arrancadas em velocidade, sua capacidade de recuperação para retomar uma bola?
Não sei se Éverton e Gabiru estão na lista dos que relaxaram fora dos gramados. Aqui cabe apenas avaliar o que apresentam em campo. E em campo, eles estão mal.
Embora seja o artilheiro do time na competição, Carlinhos Bala também apresenta uma queda de rendimento. Deixou de ser aquele atacante que driblava fácil em velocidade, levando terror aos adversários.
Desse time há dois jogadores que se destacam, principalmente, pelo espírito de luta. O lateral-esquerdo Dutra e o meia Romerito. Podemos até questionar o nível técnico dos dois, mas jamais o empenho, assim como o lateral-direito Luizinho Neto.
TAMANDARÉ - Encontro o empresário Cadmo Barros circulando no Pólo Pina e pergunto por onde anda o lateral-direito Tamandaré. Cadmo informa que o jogador está no Rapid Bucareste, da Romênia.
Terça, 23 de Outubro de 2007, 03:27 PM
Por Germano Borba*
Romerito não é um craque, é um pouco lento e às vezes se enrola com a bola nos pés, mas joga com raça e é quem mais se movimenta em campo. Observe que ele ora está na área adversária, ora está na defesa, ajudando na marcação. Já o resto do time não está se movimentando. Mas uma coisa que o Sport da Era Gallo tinha e este time atual não tem é marcação.
Marcação!!! É isso que está faltando ao Sport. Ninguém marca. O volante Júnior Maranhão, que deveria ser o “ladrão” de bolas do time, só cerca e não dá o bote na bola. Logo, não consegue desarmar ninguém.
Júnior Maranhão também erra muitos passes, um volante deve ter um bom passe para fazer com que o time saia rápido pro jogo. Mas como sair rápido se os laterais não estão se movimentando? E aí fica minha indagação. Que diabos aconteceu com Diogo? Cadê aquele jogador ousado? Que partia pra cima dos adversários, cruzava e até chutava em gol?
Outro problema que vejo é que o time não está compacto. A defesa e os volantes ficam muito atrás e isto abre um buraco no meio-campo do Sport que facilita os contra-ataques dos adversários.
Está faltando ao grupo incorporar a raça rubro-negra. Este grupo já deu mostras de raça. Vejam o jogo com o Palmeiras no 1º turno. Onde vencemos, de virada, com apenas 9 jogadores.
Agora é muito mais fácil ensinar um bom jogador a marcar do que ensinar um perna-de-pau a jogar.
Pra mim o time tem que entrar ofensivo. E a formação é esta:
Magrão, Luizinho Neto, César, Durval e Bruno; Everton, Romerito, Diogo e Anderson Aquino; Bala e Da Silva.
*Germano Borba é analista de sistemas da Chesf
Terça, 23 de Outubro de 2007, 08:49 AM

Por Antônio Falcão
Para todos, Nílton dos Reis Santos ia longe, pois aos 14 anos era ídolo na carioca Ilha do Governador, onde nasceu em 16 de maio de 1925. Mas – para ajudar ao pai, Pedro, pescador, e à mãe, Josélia, servente de escola – largou a ponta-esquerda da equipe adulta de Flexeiras, recanto humilde e nome do time do bairro. E foi ser garçom na cantina de um hangar norte-americano, instalado na Ilha do Governador durante a II Guerra Mundial. Por extensão, Nílton também largou os estudos na terceira série do primeiro grau.
E em 1945, como recruta da Aeronáutica de 1,84 m de altura, ele gozava de regalias, pois era o meia-armardor da equipe do quartel. Daí, assim que Nílton saiu da farda, o major Honório – goleador do time da caserna graças aos seus passes – levou-o ao Botafogo. E no campo alvinegro (atual estádio Nílton Santos), em General Severiano, o futebol do ilhéu convenceu ao técnico Zezé Moreira e ao presidente do clube, Carlito Rocha. Antes, Nílton fora ao Fluminense, mas, tímido diante de craques como Rodrigues e Ademir Menezes, desistiu e voltou à Ilha. Outra vez, jogando pela Aeronáutica, o São Cristóvão quis contratá-lo. Todavia, o seu protetor – major Honório (depois, brigadeiro) – aconselhou-o a não assinar contrato com time pequeno.
No Botafogo, Nílton Santos só estreou na equipe profissional em março de 1948. E não no ataque, como queria, mas na lateral-direita, a pedido do presidente Carlito Rocha. O clube, já sem o magistral Heleno de Freitas, nesse ano seria campeão do Rio, com Nílton sendo o destaque da temporada. Em campo, pelo fino trato de bola, o ilhéu introduziu um novo estilo de ala: saber atacar – coisa que, hoje, raros laterais fazem com êxito. Depois, temporão, ele só se insinuou como craque aos 23 anos. E sem jamais ter sido juvenil, o que é raríssimo. Assim, quando venceu pela seleção o sul-americano de 1949, ninguém estranhou. Nem em 1950, ganhando o nacional de seleções estaduais pelos cariocas. E as Copas Rio Branco e Oswaldo Cruz de 56, 61 e 62 pelo País. Ou sendo o suplente de Augusto naquela Copa do Mundo perdida no Brasil, em pleno Maracanã.
Nesses selecionados, Nílton Santos via o técnico Flávio Costa implicar com a sua chuteira de bico mole. E, calado, ouviu desse dono do futebol brasileiro de então: “Beque meu joga com chuteira de bico duro e não dribla” – aí, pensou o ilhéu, viva Bigode do carrinho! E Nílton ironizaria depois: “Só que eu, por não gostar de jogar na defesa, não aprendi a dar de bico. Por isso, fiquei na reserva com o protesto do Zizinho”. Entretanto, a partir do campeonato pan-americano de 1952 – ganho pelo Brasil –, o botafoguense seria o titular do escrete brasileiro até 62, com e sem Flávio Costa.
Em 1953, dois marcos para ele: a chegada de Garrincha ao Botafogo e o casamento com Abigail. O primeiro lhe deu alegrias, foi o seu compadre e amigo, “veio para nos ensinar a simplicidade... doar-se..., ser amado e sentido... É assim que eu prefiro vê-lo e é assim que o sinto” – disse do amigo no livro Minha Bola, Minha Vida. O casamento dera-lhe o filho Carlos Eduardo. Em 54, na Copa do Mundo na Suíça, Nílton viu o Brasil perdido, ignaro e patrioteiro no vestiário – vinguem os mortos de Pistóia! (uma referência à cidade italiana onde os soldados brasileiros lutaram na II Guerra Mundial). Ou, no túnel, sendo obrigado a beijar a bandeira: “Quem não o fizesse, seria estigmatizado pelo grupo, era comunista” – diz Nílton Santos nas memórias. Esse fiasco suíço sumiu em 1955, vencendo a Copa O'Higgins (idem em 59 e 61). A seguir, ele ganhou a Taça do Atlântico (idem em 60) e voltou com o escrete à Europa. Em 1957, ele quis Zizinho no Botafogo, mas o clube – porque Ziza chutara Biriba, um cão-mascote do time – descartou e o Mestre foi para o São Paulo. Nesse ano, o alvinegro carioca teve João Saldanha como técnico, um supertime e o título. Foi aí que o radialista Waldir Amaral batizou Nílton Santos de “Enciclopédia do Futebol” – o cognome justo para o melhor lateral-esquerdo do século, assim reconhecido pela Fifa, em 1998.
Mas o seu auge foi vencer a Copa do Mundo na Suécia e ser visto como o melhor na sua posição desse certame, em 58. No Chile, quatro anos adiante, o bicampeonato pelo Brasil. Ainda em 1962, o Botafogo repetiu o título carioca e venceu o torneio Rio-São Paulo – este, também em 64, data em que o País perdeu a liberdade em um golpe de estado. E, no fim do ano, o Brasil também perdeu o prazer de assistir Nílton dos Reis Santos atuando, pois ele decidira perdurar as chuteiras. Ao todo, o Enciclopédia do Futebol fez 729 jogos pelo Botafogo e 84 no selecionado brasileiro; com 11 gols assinalados pelo clube e 3 pelo escrete nacional.
No povo, a esperança que ele levasse a carreira adiante, indo além dos 40 anos. Porém, Nílton, que desde 62 era quarto zagueiro, descobriu que a direção do Botafogo não retribuía a lealdade que ele tivera com o time ao firmar contratos em branco. E que isso era pretexto para conter o salário de outros jogadores. Depois, o Enciclopédia viu com tristeza Garrincha, no ocaso, ser maltratado no alvinegro que ajudara a construir. Aí disse basta antes que o seu contrato expirasse em abril de 1965. Um cartola ainda rogou para ele ficar, recebendo por mês, como se jogasse. E, indignado, o artista se valeu do pedido doando os salários aos mais humildes funcionários do Botafogo, clube ao qual – “com espírito de amador”, como escreveu em preto e branco – Nílton serviu, única e profissionalmente, por quase 18 anos.
Antes de sair das canchas, ele se arranjou no governo, gerindo os estádios do Rio de Janeiro. Depois, participaria de um órgão de apoio aos atletas, através do qual ajudara vários ex-craques. E na ex-Legião Brasileira de Assistência – LBA decidiu ensinar futebol às crianças, desenvolvendo projetos de educação na periferia do Rio. Em contrapartida, o Enciclopédia aprendeu com a molecada a crua realidade social do País. Tanto que um menino lhe revelara em tom de gratidão: “Professor, quando parar um parente seu na avenida Brasil, mande falar no seu nome que a gente livra ele” – livra de ser assaltado, claro.
Nessa tarefa de trabalhar com crianças, Nílton assessorou prefeituras e entidades aptas a instalar escolinhas de futebol. Por isso, ele foi viver em Brasília, onde soube que no estado de Tocantins, ao Norte do Brasil, um moderno estádio também estampa o seu nome. Mas, antes dessa lida com as crianças, Nílton Santos foi também técnico profissional dos Galícia e Vitória baianos, Bonsucesso carioca, São Paulo gaúcho e Taguatinga brasiliense. Além de ser duas vezes diretor de futebol do Botafogo carioca – na primeira, tendo Tim (para Zizinho, o melhor técnico brasileiro) como treinador. Afora o que fez, em 1980 Nílton pôs uma loja de material esportivo e, desastrado no comércio, quase faliu.
Tudo isso sem se afastar da segunda mulher, dos filhos – um deles do primeiro casamento – e da netinha Hanna, que faz dele o que ele fazia com a bola: o que quer... De melhor, o ex-lateral-esquerdo botafoguense ouve e fala bem dos amigos – isso lhe amolece a alma octogenária, de cabelos brancos. Ou, comovido, quando ele lê que o finado jornalista Sandro Moreyra acresceu – faz tempo – ao título do disco Ella Fitzgerald interpreta Cole Porter: “com a mesma facilidade com que Nílton Santos joga futebol”.
Segunda, 22 de Outubro de 2007, 08:17 PM
Após prolongadas férias, Miquito, o mau-humorado, repórter itinerante e mascote do Arquibancada resolveu se apresentar para o trabalho. Indaguei, curioso, por que tanto tempo longe do blog.
Miquito me culpou pelo afastamento. Lembrou-se de um sábado em que o levei para assistir a um jogo na casa do amigo Giba Carvalheira. Ele tomou um comprimido que viu em cima de uma mesa e foi pro espaço. Esqueceu o futebol. Voltei para casa naquele sábado e ele ficou pendurado nos galhos de um frondosa mangueira, deleitando-se com as tommy.
Agora que retornou, insisti que ele deveria dar uma volta nos clubes, observar o movimento. Miquito ficou cabisbaixo e confessou que visitou uma das agremiações, mas não quis dizer o nome.
- Estou deprimido.
- Mas por que, Miquito?"
E fez seu discurso habitual, destilando desesperança:
- Cheguei ao clube e vi que as coisas não andam bem. O time vai mau das pernas, o técnico é retranqueiro e ganha uma fortuna. E aquele dirigente que vivia ligando para mim, dando aquele toque de judeu, sabe?"
- Como?
- O toque de judeu -, repetiu, prosseguindo:
- É quando o sujeito anda mal do bolso. Ele liga para as pessoas e quando o telefone toca, ele desliga, esperando que a pessoa retorne a ligação para conversarem. Quem paga a conta é quem liga, não é?
- É!!. Mas e daí?
- E daí que o sujeito que só andava liso, dando toque de judeu para os repórteres, agora ficou rico. Cheguei no clube e vi quando ele estacionou um carrão danado, não sei nem a marca.
- Mas como é, Miquito, o clube tá na pior e o diretor que dava toque de judeu está com um carrão?
- Isto mesmo. Acho que eles não estão nem aí para o time, que corre risco de rebaixamento.
- Mas e o tal diretor que dava toque de judeu agora não liga mais não é?
- Ele esqueceu os repórteres, virou um sujeito de pouca conversa. Agora só fala de celular com empresários de futebol, coisa e tal. Notícia que é bom, tá difícil, ele não dá nenhuma. E ainda diz que a imprensa persegue o time dele e não sabe de nada.
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