Quinta, 22 de Julho de 2010, 08:22 AM
A dengue me deixou fora do ar por quase duas semanas. Peço desculpas a quem acessou este blog no período e o encontrou desatualizado.
Vamos por tópicos:
1) A Espanha ganhou a Copa do Mundo de 2010. Foi um prêmio ao bom futebol jogado pela Fúria. Melhor toque de bola, melhor conjunto e, para mim, Iniesta, Andrés Iniesta, foi o melhor jogador da Copa.
Com todo o respeito ao uruguaio Forlán, que fez um belo torneio e também mereceu a escolha de melhor jogador do torneio.
2) Para mim, a derrota do Brasil para a Holanda foi acidental. Apesar das limitações, a seleção é melhor que a Laranja, que mostrou ser pequena na final com aquelas jogadas violentas, indignas de um time que disputa um Mundial.
3) Fala-se em Mano Menezes para o lugar de Dunga. Eu reprovo. Mano não é Felipão, este sim o nome ideal. A carreira de Mano é pontuada por vice-campeonatos. Os títulos mais importantes que conquistou no Corinthians foram mais pelo peso (sem nenhuma maldade) de Ronaldo Fenômeno.
A derrota brasileira, para mim, encerra o ciclo de alguns jogadores na seleção. Kaká e Robinho, por exemplo. Mesmo tendo idade para mais uma copa, já deu pra notar que eles não têm personalidade para carregar uma seleção brasileira. No máximo, são bons vendedores de produtos nos comerciais pré e durante a copa.
4) Começou a Série B e o Sport reagindo com mais uma vitória e um empate, colocando-se no meio da tabela de classificação. Não gostei da barração de Adriano Pimenta até do banco rubro-negro contra a Ponte Preta. O técnico Cerezzo deve uma boa explicação à torcida do Sport.
5) O Náutico segue bem, apesar da saída de Carlinhos Bala. O time de Gallo lidera a competição com justiça.
6) A queda de Dado Cavalcanti já era esperada. Ele não tem ainda a experiência necessária para levar o Santa Cruz ao que a torcida espera. Givanildo tem mais condições de fazê-lo, embora seja difícil carregar a cruz do Arruda atualmente.
Quinta, 1 de Julho de 2010, 12:46 PM
Cruyff provoca, dizendo que a forma de jogar da seleção brasileira é uma vergonha. Que Dunga não engula essa corda.
Quarta, 30 de Junho de 2010, 10:57 AM
A seleção brasileira sobrou em gols contra o Chile, mas em futebol, não. Claro que os gols importam mais porque decidem o jogo, diria o Conselheiro Acácio, mas, ao mesmo tempo, vemos o Brasil sem a essência do futebol brasileiro. A seleção de Dunga mostra o futebol-arte a conta gotas, mas ainda assim podemos dizer que é favorita ao título mundial. Sua próxima rival, a Holanda, também joga do mesmo jeito. A Laranja Mecânica que encantou o mundo com Cruyff, Neskens, Krol e Resembrink, em 1974, entra em campo dentro de uma armadura. O futebol hábil e agressivo também vem aos pingos nos pés de Robben e Elia, que costuma entrar no segundo tempo.
Para o jogo desta sexta-feira, não fico em cima do muro. Acho que vai dar Brasil. Não porque nosso ataque vai arrebentar a defesa holandesa, mas porque a nossa defesa é hoje a melhor do mundo e só um desses acidentes do futebol poderá parar o Brasil até a final da Copa.
Apesar das perdas de Elano e Felipe Melo, contundidos, o Brasil de Dunga tem levado mais sorte do que os seus grandes concorrentes nesta Copa. Do outro lado da tabela, a Argentina e a Alemanha vão se enfrentar numa quarta-de-final que, na verdade, é uma final antecipada, com todo o desgaste físico e mental de uma decisão.
O vencedor vai comemorar muito, mas sairá extenuado para enfrentar a Espanha. A lépida e fagueira Espanha que começou mal, perdendo para a Suíça e vem fazendo um jogo melhor que o outro. Vai enfrentar o Paraguai nesta fase e dificilmente deixará escapar a vaga na semifinal.
Antes da Copa, muitos previram o duelo entre brasileiros, campeões sul-americanos, e espanhóis, campeões europeus, na final da África do Sul. Acho que esse confronto está, realmente, prestes a acontecer.
Curiosamente, são os dois estilos que predominam atualmente no futebol mundial. A escola espanhola, que preza pelo futebol mais vistoso, de toque de bola e aproximação da área implantada por Guardiola no Barcelona. E o estilo fechado implantado por José Mourinho no Inter de Milão, vitorioso no futebol europeu. Um time que se fecha e, com a bola, parte rápido em contra-ataques.
Domingo, 27 de Junho de 2010, 11:29 PM
As oitavas de final da Copa do Mundo começaram na África do Sul e com elas as injustiças cometidas pelos deuses da bola e pelos juízes.
Confesso que antes do primeiro jogo desta fase, entre Uruguai e Coréia do Sul, eu torcia pela Celeste, mas durante a partida “virei a casaca”. Passei a torcer pelos asiáticos, que mostraram um melhor toque de bola do que os rivais.
A Coréia mandou no jogo. Jogou com mais raça do que a própria mística da Celeste, mas perdeu. Perdeu porque não tinha um centroavante como Soares, autor dos dois gols da partida.
Do mesmo mal padeceu os Estados Unidos horas depois ao sofrer a eliminação diante de Gana. Gyan resolveu a partida.
Neste domingo, a Alemanha, diante da Inglaterra, tinha as duas coisas: futebol coletivo, alegre, bonito e um centroavante. Por isso, sobrou diante da Inglaterra. Quatro a um com Miroslav Klose abrindo o placar.
Absurdamente, o assistente não viu a bola entrar no chute de Lampard, que encobriu o goleiro e ultrapassou a linha de gol em quase meio metro. Mas mesmo que tivesse empatado, a Inglaterra perderia, porque a Alemanha mostrou uma superioridade avassaladora.
Desta partida, destaco o meia Ozil. Canhoto bom de bola, já havia marcado um golaço diante de Gana e neste domingo foi o regente da Alemanha com passes precisos para os gols de Muller.
Mas o que também ajudou a desequilibrar o jogo foi a falta de um homem de área no esquadrão inglês. Pena que Roney não foi à Copa...(?) Se tivesse ido seria diferente.
À tarde, esperava um jogo equilibrado entre México e Argentina, claro que acreditando que a equipe platina tinha 70% de chances de passar.
Mas o árbitro e o assistente acabaram tornando as coisas mais fáceis para os meninos de Maradona ao validar o gol em impedimento de Tevez. O erro enervou os mexicanos e levou a outro erro, o “passe” de Osório para Iguain fazer dois a zero.
Nesta segunda temos Brasil x Chile e Holanda x Eslováquia. Os dois primeiros são favoritos.
Terça, 22 de Junho de 2010, 11:09 AM
Matéria publicada no site do UOl esclarece finalmente o motivo da grosseria de Dunga com o afável Alex Escobar, um dos repórteres da Rede Globo envolvidos na cobertura do evento.Ao ler editorial sobre os palavrões de Dunga contra seu colega de emissora, domingo, no Fantástico, o simpático Tadeu Schimidt contou apenas uma parte da história: a grosseria "gratuita" de Dunga.
Não revelou que a emissora tentou passar por cima da autoridade do treinador ao "acertar" nos bastidores com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, entrevistas exclusivas com três jogadores da seleção.
Dunga soube e vetou a manobra, o que seria um privilégio apenas da Globo em detrimento de outras emissoras e agências de notícias que cobrem a seleção.
Já cobri jogos do Brasil aqui no Recife e sei bem os privilégios que Globo ostentava em outras épocas, principalmente nas Eras Zagallo e Parreira.
Que o comportamento do treinador contra o repórter é reprovável não há dúvida, mas que a Globo errou feito em não contar a história completa também não há a mínima dúvida.
E ao obrigar Tadeu Schimidt a ler o tal editorial acabou provocando um desgaste na imagem do profissional, que chegou a superar Galvão Bueno em mensagens negativas no twiter, o que é uma façanha e tanto, talvez mais do que o Brasil ganhar uma Copa do Mundo.
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