Obrigado, Kuki, por ser politicamente incorreto 
Quinta, 22 de Março de 2007, 08:39 PM
Kuki é o típico entrevistado que todo jornalista gosta de ter por perto.

Nas entrevistas, sempre sai do lugar comum, mesmo que algum repórter desavisado tente lhe arrancar uma obviedade.

Quando perguntaram a ele sobre o jogo Náutico 0x1 Paysandu no Estádio da Curuzu, em Belém, aguardavam uma resposta tipo: "O jogo foi difícil, o gramado atrapalhou, mas lá nos Aflitos dá para vencer, coisa e tal..."

Que nada! Kuki chutou de primeira: "Enquanto os dirigentes enchem o rabo de cachaça lá em cima, nós temos de jogar num campo desses".

E destilou seu mar de impropérios contra a cartolagem mesquinha e promíscua, pouco preocupada com o sacrifício dos atletas.

Não interpreto a declaração como uma agressão direta à diretoria do Náutico. Embora ache que se alguém quiser vestir a carapuça, esta vai lhe caber muito bem.

O desabafo do Baixinho, penso eu, foi em cima dos organizadores do futebol, daqueles que permitem que um campo como o da Curuzu seja o local de uma partida tão importante, enquanto o Mangueirão, mais confortável para jogadores e torcedores, tenha sido deixado de lado.

Que Kuki continue assim. Sincero e desaforado. E também não esqueça o caminho do gol. Afinal, é isso que lhe permite essas crises de sinceridade que poucos boleiros têm.

Quando esse Baixinho parar de jogar, vamos sentir muito a sua falta. Dos gols e das declarações, sempre sinceras.
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O jogo que não acabou 
Quinta, 22 de Março de 2007, 09:38 AM
O jogo Central 2x1 Vera Cruz ainda não acabou. Tudo por causa do gol lícito de Rivelino, do Vera Cruz, anulado por Wilson Souza, que não viu a bola entrar.

A Federação Pernambucana de Futebol quer corrigir o erro, validando o gol da equipe vitoriense, aos 39 minutos do segundo tempo. Assim, a partida terminaria empatada por 2x2. Mas a diretoria do Vera Cruz exige a impugnação da partida e a realização de outra.

O processo está nas mãos do Tribunal de Justiça Desportiva. Se vencesse, o Vera Cruz seria hoje vice-líder do segundo turno, com dez pontos, e teria a oportunidade de tomar a liderança do Sport na sexta rodada deste turno, se não me engano.

Seis minutos são uma eternidade no futebol. Em 93, o Santa virou um jogo nesse mesmo período de tempo e ganhou o Campeonato.

Minha posição é de que o gol seja validado e as duas equipes voltem a campo para jogar o tempo restante.

Assim, o Vera Cruz teria condições de brigar pela vitória. Anular a partida e realizar outra não é o mais correto. Afinal, o que se discute é a legalidade do gol e o que poderia ocorre daquele momento (do empate) em diante. Não há questionamento para o que ocorreu até os 39 minutos da etapa final.
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Náutico perde, mas há espaço para a reação 
Quinta, 22 de Março de 2007, 12:48 AM
Paysandu 1x0 Náutico. Nada de anormal. É claro que o Náutico poderia ter voltado com uma vitória ou até mesmo o empate, mas as circunstâncias foram desfavoráveis aos pernambucanos, ontem. Daqui a uma semana, é possível que a esta hora os alvirrubros já estejam comemorando a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil, pois não será difícil bater o adversário nos Aflitos na partida da volta.

O gramado da Curuzu, em Belém, é horrível. Estava encharcado. E isso foi um obstáculo a mais para os alvirrubros, enquanto o Paysandu, mais acostumado, jogou à vontade. Apostou no jogo aéreo, fez um gol com Wellington Paulo num desses lances e ainda acertou uma bola na trave com Zé Augusto, também numa cabeçada.

No segundo tempo, o Náutico esteve melhor. Apertou a marcação e andou mais próximo de marcar um gol, embora tenha sofrido alguns contra-ataques perigosos.

Infelizmente, o técnico Paulo César Gusmão ainda carece de um melhor conhecimento sobre o time.

Qualquer garoto que freqüenta os jogos do Náutico ou até mesmo os treinos sabe que Fábio Silva renderia bem mais do que John, se fosse o substituto de Felipe. Tem um estilo mais arrojado, incomoda os zagueiros. John pouco importunou a zaga adversária e Kuki ficou isolado no ataque.

A entrada de Acosta em lugar de Christian não surtiu o efeito esperado. O uruguaio teve um ou dois lampejos e sumiu.

IPATINGA VENCE - O mineiro Ipatinga, em casa, começou bem o duelo com o Palmeiras. Venceu por 2x0 e pode até perder por 1x0 na volta que se garante para enfrentar o Sport na próxima fase. A questão é que no próximo jogo o time paulista terá o chileno Valdívia e o Animal Edmundo.

SÃO PAULO - O tricolor paulista foi derrotado de virada (2x1) pelo Necaxa, no México. Sinceramente, não acredito que este São Paulo treinado por Muricy vá longe nesta competição. E com a derrota do São Paulo, o Sport passa a ser o único time brasileiro invicto este ano.

ABENÇOADO PELOS ORIXÁS - Givanildo Oliveira está com todos os orixás do seu lado em Salvador. Depois que assumiu o Vitória, vem colecionando bons resultados. Ontem, o time deu uma goleada no Atlético Paranaense, por 4x1.
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O gênio é sempre maior do que uma marca histórica 
Quarta, 21 de Março de 2007, 08:32 AM
A contagem é a de Romário, mas a expectativa passou a dominar o mundo da bola.

O Vasco enfrenta o Gama pela Copa do Brasil na noite desta quarta-feira e o Baixinho está a apenas dois gols de atingir à marca que ele considera o milésimo gol.

Como gosta dos brilho dos holofotes em intensidade maior, duvido que faça o esperado gol hoje no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

No máximo, apenas um golzinho.

O outro ficará guardado para o Flamengo, no próximo domingo, quando tem clássico no Maracanã.

Não concordo com essa contagem de Romário, na qual ele inclui gols antes de iniciar sua carreira profissional.

E acho que ele não precisava desta marca para se eternizar no coração do torcedor brasileiro.

Em vez do milésimo gol, prefiro lembrar de suas jogadas inteligentes do início de carreira no próprio Vasco, do chapéu duplo e seguido nos zagueiros da Argentina na Copa América de 1989 e do drible que deu, em 1993, no goleiro do Uruguai - nem lembro se foi Rodolfo Rodrigues - nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994.

Romário foi definido pelo holandês Johan Cruyff, craque da Copa de 74, e seu treinador no Barcelona, como o gênio da grande área.

E um gênio não precisa desse tipo de marca.

Maradona fez menos de 500 gols, mas até hoje é comparado a Pelé. Não por sua produtividade em número de gols, mas pela criatividade.

Romário ganhou a Copa de 94 para o Brasil com atuações sensacionais. E isso vale mais do que o milésimo gol. Ele era o homem que resolvia quando o Brasil mais precisava.

Era para nós o que Michael Jordan representava para o Dream Teen do basquete americano.

"Quando o jogo estiver difícil, me dêem a bola", dizia Jordan. "É aí que eu mostro porque ganho mais do que vocês", afirmava o gênio aos companheiros.
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Aos árbitros que erram, a eternidade... 
Terça, 20 de Março de 2007, 07:42 PM

O polêmico gol anulado por Wilson Souza domingo, em Caruaru, acabou gerando a discórdia entre ele e o bandeirinha Elan Vieira. O árbitro anulou gol lícito de Rivelino, do Vera Cruz, em chute de fora da área.

O bandeirinha deu alguns passos em direção à linha central e parou. Também não chamou o juiz para avisá-lo de que a bola teria passado por dentro da baliza antes de romper a rede.

Muito tímida a posição de Elan. Ele deveria ter chamado o árbitro e avisá-lo claramente sobre sua posição. Assim, daria a Wilson o direito de errar sozinho.

No Campeonato Pernambucano de 1990, num lance polêmico, a palavra do bandeirinha mudou a história da decisão do Estadual. Márcio Alcântara, zagueiro do Sport, marcou o gol que daria o título ao clube em posição legal.

Mas o banderinha Gilson Cordeiro levantou seu instrumento de trabalho e apontou impedimento. O árbitro Arlindo Maciel aceitou a marcação. Erraram os dois e o Sport foi prejudicado.

Erros de arbitragem marcam a história do futebol pernambucano.

Em 1975, com uma atuação horrível, Sebastião Rufino acabou decidindo o título a favor do Sport. Até hoje, os alvirrubros não lhe perdoam, assim como os rubro-negros amaldiçoam Gilson Cordeiro.

Os árbitros que apitam bem são facilmente esquecidos. Mas os que erram ganham a eternidade na memória da torcida cujo clube foi prejudicado.

É assim hoje e sempre será.
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