Sexta, 16 de Março de 2007, 10:12 AM
Desde que Claudemir Gomes anunciou em sua coluna, na Folha de Pernambuco, há uma semana, que há um grupo de diretores da Federação Pernambucana de Futebol tentando articular mais um mandato para Carlos Alberto Oliveira à frente da entidade, que eu me pergunto: de novo? De novo? De novo!!!Não tenho nada contra Carlos Alberto, mas não acho que se justifique a reeleição, mais uma, por causa de uma possível, mas pouco provável, Copa do Mundo no Brasil com Pernambuco sendo uma das subsedes do evento.
Com ele à frente da FPF ou não, há profissionais capazes de tocar um projeto desta envergadura no Estado, caso a Copa venha mesmo para cá.
Além do mais, seria o quarto mandato dele na FPF, totalizando 16 anos de reinado. Mais: como seu irmão, Fred, passou dez anos na presidência da entidade nós teríamos a Federação há 26 anos sob o comando de uma mesma família.
De 1957 a 1984, a entidade foi dirigida por Rubem Moreira, um presidente que se fez respeitar em todo o território nacional por sua inegável força política e poder de articulação - foi um dos responsáveis pela eleição de João Havelange na antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos). Também sobraram histórias engraçadas a respeito de sua figura pitoresca (já pensei até em escrever um livro sobre isso). Mas nem por isso, seu mandato foi menos desagradável em termos de democracia, de troca saudável de poder.
A renovação é necessária em todos os segmentos e o futebol não deve ser excluído desse processo.
Quinta, 15 de Março de 2007, 10:25 AM
Os dois gols marcados diante do Ananindeua pelo meia Luciano Henrique deixaram uma interrogação na cabeça dos rubro-negros.
O ex-meia santista entrou no lugar de Fumagalli, maior ídolo do clube nos últimos cinco anos, que se machucou ainda no primeiro tempo, e deu uma nova dinâmica ao time.
Mais velocidade, mais troca de passes na entrada da área (em direção ao gol), mais finalizações e mais espaços para as penetrações de Vítor Júnior e Carlihos Bala.
O Sport, então, deslanchou. Fez cinco e despachou o time paraense já na primeira partida, ganhando mais tempo para os jogos do Pernambucano, na reta final.
E essa briga pela posição entre os dois tende a crescer. Afinal, Fumagalli também tem suas qualidades e não virou ídolo por acaso.
Vejamos: ele exerce uma importante função tática no lado direito do meio-de-campo, fechando o setor e abrindo espaços para o avanço do lateral (Evanílson ou Osmar). Neste quesito, é melhor que Luciano, pois marca melhor.
É hábil, erra pouquíssimos passes e também aparece para finalizar na área. Tem menos velocidade do que Luciano Henrique, mas é caprichoso nas finalizações.
Até o final do Campeonato Pernambucano, Gallo vai permanecer com essa dúvida, mas quando o cinto apertar durante a Série A do Brasileiro, certamente, ele vai tomar uma posição.
Dificilmente, o treinador optará pela saída de Vítor Júnior, muito bem encaixado no time, ou Carlinhos Bala. Também acredito que não vai tirar o centroavante, seja ele Weldon ou Washington, pois o time precisa de um jogador de referência entre os zagueiros inimigos.
É, Luciano ou Fumagalli, um dos dois vai sobrar.
Quinta, 15 de Março de 2007, 12:43 AM
Quando um time está por cima até o que parece ruim transforma-se em algo positivo.Pouco mais da metade do primeiro tempo e o meia Fumagalli sofre uma contusão e sai de campo com o nariz sangrando, no Estádio Mangueirão, em Belém. Até então, Sport e Ananindeua faziam um jogo equilibrado pela segunda fase da Copa do Brasil.
Entra Luciano Henrique. E muda a história do jogo.
Como o Sport estava tendo dificuldade de penetração na área do Ananindeua, o estilo
do meia santista emprestado aos rubro-negros se encaixa bem no que o time precisava.
Uma falta da entrada da área. Carlinhos Bala rola e Luciano Henrique chuta forte: 1x0.
Três minutos depois, Vitor Júnior dá um passe na medida para Luciano, que vinha chegando.
Chute colocado. Na conta do chá. Bola na rede: 2x0.
No segundo tempo, o Sport apenas administrou o placar e procurou sair na boa.
Mesmo assim, fez mais dois gols.
Weldon aproveitou uma falha da zaga paraense e, enfim, marcou o primeiro gol no seu retorno ao Sport: 3x0.
Vítor Júnior, que fez excelente partida, fez o quarto, e seu substituto, Washingtom, fechou o placar.
Agora, o Sport vai esperar o vencedor do confronto Palmeiras x Ipatinga-MG.
RÁPIDAS
VISITANTES INDESEJÁVEIS - O Sport não foi o único visitante indesejável na rodada da Copa do Brasil desta quarta-feira.
Em Campina Grande, o Treze apanhou do Corinthians, 2x0. O Fluminense bateu o América-RN, em Natal. E o Fortaleza derrotou o Atlético Goianiense, em Goiânia.
MAL AGOURO - O Sport marcou para o dia 13 de maio a inauguração do novo lance de cadeiras na Ilha do Retiro. Será no jogo contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro. O detalhe é que o time é danado pra perder no dia do Aniversário. Lembram do Santo André? Lembram do Grêmio? Te cuida, Sport.
LIBERTADORES - A derrota do Internacional para o Velez, na Argentina, pela Libertadores, foi um verdadeiro vexame para um campeão mundial: 3x0. Já o Santos, de Luxemburgo, bateu o Gimnasia, na Vila Belmiro, por 3x0, e Cléber Santana fez um dos gols.
Veja todos os resultados da Copa do Brasil e da Libertadores no Pernambuco.com, link na barra acima desta página
Quarta, 14 de Março de 2007, 08:36 AM
Os tricolores fizeram uma bela homenagem a Chico Science no Blog do Santinha nessa terça-feira, lembrando os 41 anos de nascimento do maior ídolo da música pernambucana dos últimos tempos. Tentei encontrar Gerrá Lima, autor do texto, e não consegui. Mas falei com Samarone, um dos editores do blog, para reproduzir o texto no Arquibancada. Parabéns ao autor pela homenagem. Por Gerrá Lima
Nascido em 13 de março de 1966, Chico Science era morador da 2ª etapa de Rio Doce, periferia de Olinda, perto do mangue. Chico buscou na lama a inspiração do seu trabalho e fez uma revolução na adormecida cena musical de Pernambuco, trazendo a reboque a valorização da cultura popular e influenciando compositores de todo o país.
"Eu vim com a Nação Zumbi, aos seus ouvidos falar…" - falou, mandou seu recado e todo mundo ouviu.
Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados, "Da lama ao caos" e "Afrociberdelia", que até hoje fazem sucesso.
Mas Francisco de Assis era um malungo torcedor do Santa Cruz, isso mesmo, tricolor do Arruda.
Chico Science era o retrato exato do torcedor coral: criativo, morador de periferia, figura simpática, malungo sangue bom.
"Andando por entre os becos, andando em coletivos…"
Imagino Chico Science vivo, fazendo um mega-show no Arruda, junto com figuras como Canibal do Devotos, Spock, Zé Brown, Ademir Araújo e sua orquestra, Naná Vasconcelos, Fábio Trummer, Rogerman, Tiné, Niltinho e outros tantos ilustres tricolores que fazem a música pernambucana.
"… quero ver o santa subir e muita fumaça no ar".
Acho mesmo é que Chico Science está com Capiba, fazendo uns frevos de mangue falando do Santa Cruz. Ou então discutindo o futuro do Santa Cruz com os santos, afinal, com um nome desse, tenho certeza que o nosso Santinha tem a maior torcida lá no céu. Quem sabe se lá pras bandas do céu, Francisco num tá liderando a banda Chico Science e a Nação Coral.
Chico meu irmão, aproveita e pede pra galera daí dar uma ajuda, a torcida do Santinha não merece essa maré de azar.
Em tempo: a foto de Chico com a camisa do Santa está no Blog
do Santinha, click no link dos recomendados à sua direita
Terça, 13 de Março de 2007, 07:23 AM
Há muito fala-se da construção de um novo estádio em Pernambuco. O projeto o localiza entre Recife e Olinda. Esta nova praça esportiva seria construída dentro dos mais modernos conceitos de arquitetura. Tudo maravilhoso. Coisa de primeiro mundo.
A questão é que nós temos três estádios dentro do Recife, um com capacidade para 66 mil pessoas sentadas, o Arruda. A Ilha do Retiro, que ainda está sendo ampliada, vai atingir a capacidade de 45 mil pessoas sentadas.
Fica a pergunta: não seria melhor o governo estadual investir na modernização desses estádios? A Ilha, por exemplo, sediou um jogo de Copa do Mundo em 1950, entre Chile e Estados Unidos, se não me falha a memória.
É claro que hoje a realidade é outra. Uma Copa tem dimensão bem maior, mas o estádio também cresceu e pode melhorar ainda mais, assim como o Arruda.
Dizem que o problema é estacionamento. Tanto o Arruda quanto à Ilha têm áreas consideradas insuficientes para guardar os carros. Conversa fiada de quem está querendo empurrar um projeto goela-abaixo dos pernambucanos.
Até porque ingresso em Copa do Mundo custa caro. A maioria da torcida é composta de turistas. Fico imaginando um alemão mandando seu carro de navio para Recife, deixando-o na porta de um hotel, em Boa Viagem, só para ir dirigindo ao Arruda ou à Ilha...?
Nós temos dois grandes shoppings próximos aos estádios, o Tacaruna e o Recife. Basta o Estado criar linhas de ônibus específicas para os torcedores que deixariam seus carros em dias de jogos nas grandes áreas dos centros de compra.
Essa visita de Ricardo Teixeira ao governador é mais política do que qualquer outra coisa. Sabendo da proximidade de Eduardo Campos com o presidente Lula, Teixeira está querendo é arrumar apoio para tentar sediar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Além disso, nada justifica o veto que ele já anda fazendo ao Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, em São Paulo. Também por causa do estacionamento.
Fico aqui imaginando uma Copa sendo organizada no Brasil. O quanto do dinheiro público que poderia ser empregado em escolas e cursos profissionalizantes não sairia pelo ralo, caindo nas mãos de dirigentes.
O Pan está aí, servindo de prato preliminar (ou sobremesa, como queiram). Só com passagens de dirigentes vai gastar cerca de R$ 22 milhões de reais. Seu orçamento decuplicou em relação ao projeto inicial. E as obras ainda estão atrasadas.
E isto porque quem está à frente é Carlos Arthur Nuzmam, um dos dirigentes de maior prestígio no meio esportivo brasileiro e que, com certeza, vai sair com sua biografia arranhada deste Pan.
Imaginem uma Copa do Mundo no Brasil sendo organizada por Ricardo Teixeira. Um cartola da pior espécie, que transformou a seleção nacional numa mercadoria barata, um circo mambembe, que passa por todo canto, catando dólares, mas virou as costas para a torcida brasileira.
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