Quinta, 15 de Março de 2007, 10:25 AM
Os dois gols marcados diante do Ananindeua pelo meia Luciano Henrique deixaram uma interrogação na cabeça dos rubro-negros.
O ex-meia santista entrou no lugar de Fumagalli, maior ídolo do clube nos últimos cinco anos, que se machucou ainda no primeiro tempo, e deu uma nova dinâmica ao time.
Mais velocidade, mais troca de passes na entrada da área (em direção ao gol), mais finalizações e mais espaços para as penetrações de Vítor Júnior e Carlihos Bala.
O Sport, então, deslanchou. Fez cinco e despachou o time paraense já na primeira partida, ganhando mais tempo para os jogos do Pernambucano, na reta final.
E essa briga pela posição entre os dois tende a crescer. Afinal, Fumagalli também tem suas qualidades e não virou ídolo por acaso.
Vejamos: ele exerce uma importante função tática no lado direito do meio-de-campo, fechando o setor e abrindo espaços para o avanço do lateral (Evanílson ou Osmar). Neste quesito, é melhor que Luciano, pois marca melhor.
É hábil, erra pouquíssimos passes e também aparece para finalizar na área. Tem menos velocidade do que Luciano Henrique, mas é caprichoso nas finalizações.
Até o final do Campeonato Pernambucano, Gallo vai permanecer com essa dúvida, mas quando o cinto apertar durante a Série A do Brasileiro, certamente, ele vai tomar uma posição.
Dificilmente, o treinador optará pela saída de Vítor Júnior, muito bem encaixado no time, ou Carlinhos Bala. Também acredito que não vai tirar o centroavante, seja ele Weldon ou Washington, pois o time precisa de um jogador de referência entre os zagueiros inimigos.
É, Luciano ou Fumagalli, um dos dois vai sobrar.
Quinta, 15 de Março de 2007, 12:43 AM
Quando um time está por cima até o que parece ruim transforma-se em algo positivo.Pouco mais da metade do primeiro tempo e o meia Fumagalli sofre uma contusão e sai de campo com o nariz sangrando, no Estádio Mangueirão, em Belém. Até então, Sport e Ananindeua faziam um jogo equilibrado pela segunda fase da Copa do Brasil.
Entra Luciano Henrique. E muda a história do jogo.
Como o Sport estava tendo dificuldade de penetração na área do Ananindeua, o estilo
do meia santista emprestado aos rubro-negros se encaixa bem no que o time precisava.
Uma falta da entrada da área. Carlinhos Bala rola e Luciano Henrique chuta forte: 1x0.
Três minutos depois, Vitor Júnior dá um passe na medida para Luciano, que vinha chegando.
Chute colocado. Na conta do chá. Bola na rede: 2x0.
No segundo tempo, o Sport apenas administrou o placar e procurou sair na boa.
Mesmo assim, fez mais dois gols.
Weldon aproveitou uma falha da zaga paraense e, enfim, marcou o primeiro gol no seu retorno ao Sport: 3x0.
Vítor Júnior, que fez excelente partida, fez o quarto, e seu substituto, Washingtom, fechou o placar.
Agora, o Sport vai esperar o vencedor do confronto Palmeiras x Ipatinga-MG.
RÁPIDAS
VISITANTES INDESEJÁVEIS - O Sport não foi o único visitante indesejável na rodada da Copa do Brasil desta quarta-feira.
Em Campina Grande, o Treze apanhou do Corinthians, 2x0. O Fluminense bateu o América-RN, em Natal. E o Fortaleza derrotou o Atlético Goianiense, em Goiânia.
MAL AGOURO - O Sport marcou para o dia 13 de maio a inauguração do novo lance de cadeiras na Ilha do Retiro. Será no jogo contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro. O detalhe é que o time é danado pra perder no dia do Aniversário. Lembram do Santo André? Lembram do Grêmio? Te cuida, Sport.
LIBERTADORES - A derrota do Internacional para o Velez, na Argentina, pela Libertadores, foi um verdadeiro vexame para um campeão mundial: 3x0. Já o Santos, de Luxemburgo, bateu o Gimnasia, na Vila Belmiro, por 3x0, e Cléber Santana fez um dos gols.
Veja todos os resultados da Copa do Brasil e da Libertadores no Pernambuco.com, link na barra acima desta página
Quarta, 14 de Março de 2007, 08:36 AM
Os tricolores fizeram uma bela homenagem a Chico Science no Blog do Santinha nessa terça-feira, lembrando os 41 anos de nascimento do maior ídolo da música pernambucana dos últimos tempos. Tentei encontrar Gerrá Lima, autor do texto, e não consegui. Mas falei com Samarone, um dos editores do blog, para reproduzir o texto no Arquibancada. Parabéns ao autor pela homenagem. Por Gerrá Lima
Nascido em 13 de março de 1966, Chico Science era morador da 2ª etapa de Rio Doce, periferia de Olinda, perto do mangue. Chico buscou na lama a inspiração do seu trabalho e fez uma revolução na adormecida cena musical de Pernambuco, trazendo a reboque a valorização da cultura popular e influenciando compositores de todo o país.
"Eu vim com a Nação Zumbi, aos seus ouvidos falar…" - falou, mandou seu recado e todo mundo ouviu.
Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados, "Da lama ao caos" e "Afrociberdelia", que até hoje fazem sucesso.
Mas Francisco de Assis era um malungo torcedor do Santa Cruz, isso mesmo, tricolor do Arruda.
Chico Science era o retrato exato do torcedor coral: criativo, morador de periferia, figura simpática, malungo sangue bom.
"Andando por entre os becos, andando em coletivos…"
Imagino Chico Science vivo, fazendo um mega-show no Arruda, junto com figuras como Canibal do Devotos, Spock, Zé Brown, Ademir Araújo e sua orquestra, Naná Vasconcelos, Fábio Trummer, Rogerman, Tiné, Niltinho e outros tantos ilustres tricolores que fazem a música pernambucana.
"… quero ver o santa subir e muita fumaça no ar".
Acho mesmo é que Chico Science está com Capiba, fazendo uns frevos de mangue falando do Santa Cruz. Ou então discutindo o futuro do Santa Cruz com os santos, afinal, com um nome desse, tenho certeza que o nosso Santinha tem a maior torcida lá no céu. Quem sabe se lá pras bandas do céu, Francisco num tá liderando a banda Chico Science e a Nação Coral.
Chico meu irmão, aproveita e pede pra galera daí dar uma ajuda, a torcida do Santinha não merece essa maré de azar.
Em tempo: a foto de Chico com a camisa do Santa está no Blog
do Santinha, click no link dos recomendados à sua direita
Terça, 13 de Março de 2007, 07:23 AM
Há muito fala-se da construção de um novo estádio em Pernambuco. O projeto o localiza entre Recife e Olinda. Esta nova praça esportiva seria construída dentro dos mais modernos conceitos de arquitetura. Tudo maravilhoso. Coisa de primeiro mundo.
A questão é que nós temos três estádios dentro do Recife, um com capacidade para 66 mil pessoas sentadas, o Arruda. A Ilha do Retiro, que ainda está sendo ampliada, vai atingir a capacidade de 45 mil pessoas sentadas.
Fica a pergunta: não seria melhor o governo estadual investir na modernização desses estádios? A Ilha, por exemplo, sediou um jogo de Copa do Mundo em 1950, entre Chile e Estados Unidos, se não me falha a memória.
É claro que hoje a realidade é outra. Uma Copa tem dimensão bem maior, mas o estádio também cresceu e pode melhorar ainda mais, assim como o Arruda.
Dizem que o problema é estacionamento. Tanto o Arruda quanto à Ilha têm áreas consideradas insuficientes para guardar os carros. Conversa fiada de quem está querendo empurrar um projeto goela-abaixo dos pernambucanos.
Até porque ingresso em Copa do Mundo custa caro. A maioria da torcida é composta de turistas. Fico imaginando um alemão mandando seu carro de navio para Recife, deixando-o na porta de um hotel, em Boa Viagem, só para ir dirigindo ao Arruda ou à Ilha...?
Nós temos dois grandes shoppings próximos aos estádios, o Tacaruna e o Recife. Basta o Estado criar linhas de ônibus específicas para os torcedores que deixariam seus carros em dias de jogos nas grandes áreas dos centros de compra.
Essa visita de Ricardo Teixeira ao governador é mais política do que qualquer outra coisa. Sabendo da proximidade de Eduardo Campos com o presidente Lula, Teixeira está querendo é arrumar apoio para tentar sediar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Além disso, nada justifica o veto que ele já anda fazendo ao Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, em São Paulo. Também por causa do estacionamento.
Fico aqui imaginando uma Copa sendo organizada no Brasil. O quanto do dinheiro público que poderia ser empregado em escolas e cursos profissionalizantes não sairia pelo ralo, caindo nas mãos de dirigentes.
O Pan está aí, servindo de prato preliminar (ou sobremesa, como queiram). Só com passagens de dirigentes vai gastar cerca de R$ 22 milhões de reais. Seu orçamento decuplicou em relação ao projeto inicial. E as obras ainda estão atrasadas.
E isto porque quem está à frente é Carlos Arthur Nuzmam, um dos dirigentes de maior prestígio no meio esportivo brasileiro e que, com certeza, vai sair com sua biografia arranhada deste Pan.
Imaginem uma Copa do Mundo no Brasil sendo organizada por Ricardo Teixeira. Um cartola da pior espécie, que transformou a seleção nacional numa mercadoria barata, um circo mambembe, que passa por todo canto, catando dólares, mas virou as costas para a torcida brasileira.
Segunda, 12 de Março de 2007, 09:53 AM
Por Antônio Falcão
No Rio, o radialista Celso Garcia foi ao bairro de Quintino e ficou pasmo com um garoto que sabia tudo de bola. “Dê seu nome e idade” – pediu. Aí o guri disse: “Arthur Antunes Coimbra, ou Zico, estudo e vivo aqui, onde nasci em 3 de março de 1953. Tenho, portanto, 13 anos e sou o caçula da família”. A seguir, Celso teve dos pais dele – José, padeiro português e flamenguista, e Matilde, a matriarca Tidinha – permissão para levá-lo ao infantil do Flamengo. Só depois o radialista soube que Zico tinha dois irmãos que jogavam no América – Edu e Antunes. E que preferira o Mengo por idolatria a Dida – como ele, meia finíssimo que fora rubro-negro até 1964 – e por ser o clube da Gávea, essencialmente, o time do seu coração.
Pronto: desde aí, só daria Zico no vermelho e preto. E, antes de pegar peso pela superalimentação que lhe foi imposta e ter 1,71 m de altura, levou o título estadual juvenil de 1969. Em julho de 71, já como o Galinho de Quintino – expressão do locutor Waldir Amaral, dado à garra e ao bairro onde nasceu –, Zico se profissionalizaria para ser o maior ídolo rubro-negro e o seu maior goleador de todos os tempos. Nesse ano, ele esteve na seleção brasileira pré-olímpica, mas não foi às Olimpíadas. Porém, seria campeão carioca em 1972. E repetiu isso nos estaduais de 74-78-79-81-86. Ainda no Flamengo, Zico venceu os campeonatos brasileiros de 80, 82 e 83. Bem como a Taça Libertadores da América e o mundial interclubes de 1981, este disputado no Japão e contra o inglês Liverpool. Pelo conjunto da obra, o Galinho de Quintino fez jus à Bola de Prata da revista Placar em seis edições – 74, 75, 77 e 82. E na quase totalidade desses e outros anos Zico foi artilheiro. Sendo, também, o maior goleador do estádio do Maracanã – com 320 tentos, em 22 anos de muita bola no pé.
A sua outra paixão, talvez maior que o Flamengo, é Sandra, vizinha e primeira namorada – ela, aos 14 anos; e ele com 17 –, rubro-negra com quem casou. Sandra é irmã da mulher do mano Edu, e mãe de Júnior, Bruno e Tiago, filhos do Galinho. Ela, de fato, é também a sua melhor amiga, a companheirona das horas difíceis e, sobretudo, a confidente.
Mais outra maravilha na saga do ídolo: a seleção do Brasil, na qual estreou em 25 de fevereiro de 1976, contra o Uruguai. A partir disso, Zico esteve em quase toda lista de convocação. No escrete, o Galo venceu as copas do bicentenário da independência ianque, Rio Branco, Roca, Oswaldo Cruz e Atlântico – todas em 76. E o troféu Inglaterra-Brasil de 81. Até 86, quando decidiu sair do escrete após a Copa do Mundo no México, Zico fez 88 jogos pelo País, marcando 66 gols – e foi até bem pouco o segundo maior artilheiro da seleção. Em três Copas do Mundo, ele participaria de 14 partidas, fazendo cinco tentos.
Mas esses Mundiais lhe fizeram mal. Machucado, no da Argentina, em 1978, Zico só fez um jogo inteiro; nas outras partidas, apenas um tempo. O time do Brasil nessa Copa era a cara da ditadura militar vigente no País. A começar por Cláudio Coutinho, o treinador e ex-capitão do Exército, que só ouvia o almirante Heleno Nunes, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (antecessora da atual Confederação Brasileira de Futebol – CBF). E, buscando a polivalência, esse técnico se perdeu no comando. Sem convocar Falcão nem Júnior, ele sacou Reinaldo – um que não bajulava milico. Desse fiasco de competição, ficaria a frase idiota do próprio Cláudio Coutinho: “Somos campeões morais desta Copa”. E as expressões overlapping e ponto futuro, também dele, que não dizem nada ao estilo criativo do artístico craque brasileiro.
Para Zico, o Mundial de 82, na Espanha, com o Brasil pondo em campo o time mais harmonioso que pôde reunir em toda a sua história, foi perdido à toa. E o de 1986 – quando, contundido, ele perdeu o pênalti contra a França – um trauma que o fez se retirar em definitivo do selecionado. Então, ofendido pelo patrulhamento, o Galo de Quintino, da Gávea e do planeta abriu o jogo: “Não trocaria nenhum título que ganhei no Flamengo por uma Copa do Mundo”. Porém, solidário com ele, o escritor e cartunista Ziraldo Pinto o apoiara deste modo: “Santa mãe! Quantas alegrias Zico deu a mim e aos torcedores do Brasil e do Flamengo! Quantas faltas batidas à esquerda da meia-lua eram gols mais certeiros que gols de pênaltis? Zico perdeu o pênalti da sua vida – da nossa vida – e foi imediatamente perdoado por sua grandeza”.
No segundo semestre de 1983, o Galinho fora vendido à Udinese italiana e o compositor baiano Moraes Moreira, em frevo, exprimiu a tristeza da torcida rubro-negra e carioca por seu afastamento da Gávea: “E agora como é que eu fico/ nas tardes de domingo/ sem Zico no Maracanã...” Na Itália, o artista do futebol brasileiro repetiu o êxito que experimentara no Flamengo, embora que em um time intermediário como o Udinese. E foi artilheiro do dinâmico campeonato nacional italiano, além de ser considerado o melhor jogador da temporada. Mas, mesmo recebendo propostas irrecusáveis de grandes clubes locais, como o AC Milan e a Roma, ele voltou ao Brasil – e, naturalmente, ao Flamengo da sua paixão – na segunda metade de 1985.
Na Gávea, Zico ficaria até 90, quando fez a partida de adeus, no dia 6 de fevereiro, entre os companheiros do Mengo e seus amigos, jogo que terminou 2 a 2. Nesse tempo, contabilizaria 847 invejáveis partidas com a camisa rubro-negra que ele glorificara. E sua soma de gols batia a todos os que já estiveram no clube: 601. A seguir, chamaram-no para a administração do presidente da República, Fernando Collor de Mello, e ele – ingênuo em política – aceitou ser o secretário de esportes do governo federal. (Na verdade, Zico já fizera política, sim, mas com seriedade e idealismo: em 1981, quando fundou e presidiu o sindicato dos jogadores profissionais). No governo Collor, ele produziu a lei que tomara o seu nome e fora superada pela Lei Pelé, ordenamento que disciplina – será? – o futebol. Entretanto, não agüentando a politicagem, Zico afastou-se do governo. E em 91, pensando em melhorar o pé-de-meia, o Galinho de Quintino aceitou ir para o Kashima Antlers japonês, onde foi o artilheiro principal, mestre de escolinha, ídolo e – a partir de 1994 – consultor de futebol à distância.
No Rio, o cidadão Arthur Antunes Coimbra, mais que ninguém, teria cabedal (e dinheiro) para criar o Centro de Futebol Zico – CFZ –, destinado a crianças do Brasil e a japoneses aspirantes a craques. No plano dos negócios, afora os inúmeros investimentos, ele aluga a própria imagem para publicidades que não lhe comprometam moralmente. E é bastante solidário com os ex-jogadores de futebol arruinados – a maioria.
Na Copa do Mundo de 1998, na França, o Galo de Quintino, ainda ávido para defender a seleção brasileira, incumbiu-se de auxiliar o técnico Mário Jorge Lobo Zagallo. Seu desempenho foi satisfatório, mas o do escrete nem tanto. Em 2000, ele presidiria a comissão da CBF encarregada de trazer o Mundial de 2006 para o Brasil. E em 2003 aceitou a tarefa de treinar a seleção nacional japonesa. Com vistas à Copa do Mundo de 2006, ele classificou o Japão e, para o seu constrangimento natural de patriota, viu o selecionado nipônico incluído por sorteio na chave do Brasil. No mais, sempre que pode estar no Rio de Janeiro, Zico vive com a família numa casa de 1.200 metros quadrados, rodeada por um jardim de área três vezes maior, onde cabem – além de Sandra e os filhos – os seus troféus e a sua incomensurável cordialidade.
Nota do blog : O próprio Zico já parabenizou o autor pela fidelidade das informações contidas nesta minibiografia.
Anterior Próxima




Calendário




