Quarta, 14 de Março de 2007, 08:36 AM
Os tricolores fizeram uma bela homenagem a Chico Science no Blog do Santinha nessa terça-feira, lembrando os 41 anos de nascimento do maior ídolo da música pernambucana dos últimos tempos. Tentei encontrar Gerrá Lima, autor do texto, e não consegui. Mas falei com Samarone, um dos editores do blog, para reproduzir o texto no Arquibancada. Parabéns ao autor pela homenagem. Por Gerrá Lima
Nascido em 13 de março de 1966, Chico Science era morador da 2ª etapa de Rio Doce, periferia de Olinda, perto do mangue. Chico buscou na lama a inspiração do seu trabalho e fez uma revolução na adormecida cena musical de Pernambuco, trazendo a reboque a valorização da cultura popular e influenciando compositores de todo o país.
"Eu vim com a Nação Zumbi, aos seus ouvidos falar…" - falou, mandou seu recado e todo mundo ouviu.
Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados, "Da lama ao caos" e "Afrociberdelia", que até hoje fazem sucesso.
Mas Francisco de Assis era um malungo torcedor do Santa Cruz, isso mesmo, tricolor do Arruda.
Chico Science era o retrato exato do torcedor coral: criativo, morador de periferia, figura simpática, malungo sangue bom.
"Andando por entre os becos, andando em coletivos…"
Imagino Chico Science vivo, fazendo um mega-show no Arruda, junto com figuras como Canibal do Devotos, Spock, Zé Brown, Ademir Araújo e sua orquestra, Naná Vasconcelos, Fábio Trummer, Rogerman, Tiné, Niltinho e outros tantos ilustres tricolores que fazem a música pernambucana.
"… quero ver o santa subir e muita fumaça no ar".
Acho mesmo é que Chico Science está com Capiba, fazendo uns frevos de mangue falando do Santa Cruz. Ou então discutindo o futuro do Santa Cruz com os santos, afinal, com um nome desse, tenho certeza que o nosso Santinha tem a maior torcida lá no céu. Quem sabe se lá pras bandas do céu, Francisco num tá liderando a banda Chico Science e a Nação Coral.
Chico meu irmão, aproveita e pede pra galera daí dar uma ajuda, a torcida do Santinha não merece essa maré de azar.
Em tempo: a foto de Chico com a camisa do Santa está no Blog
do Santinha, click no link dos recomendados à sua direita
Terça, 13 de Março de 2007, 07:23 AM
Há muito fala-se da construção de um novo estádio em Pernambuco. O projeto o localiza entre Recife e Olinda. Esta nova praça esportiva seria construída dentro dos mais modernos conceitos de arquitetura. Tudo maravilhoso. Coisa de primeiro mundo.
A questão é que nós temos três estádios dentro do Recife, um com capacidade para 66 mil pessoas sentadas, o Arruda. A Ilha do Retiro, que ainda está sendo ampliada, vai atingir a capacidade de 45 mil pessoas sentadas.
Fica a pergunta: não seria melhor o governo estadual investir na modernização desses estádios? A Ilha, por exemplo, sediou um jogo de Copa do Mundo em 1950, entre Chile e Estados Unidos, se não me falha a memória.
É claro que hoje a realidade é outra. Uma Copa tem dimensão bem maior, mas o estádio também cresceu e pode melhorar ainda mais, assim como o Arruda.
Dizem que o problema é estacionamento. Tanto o Arruda quanto à Ilha têm áreas consideradas insuficientes para guardar os carros. Conversa fiada de quem está querendo empurrar um projeto goela-abaixo dos pernambucanos.
Até porque ingresso em Copa do Mundo custa caro. A maioria da torcida é composta de turistas. Fico imaginando um alemão mandando seu carro de navio para Recife, deixando-o na porta de um hotel, em Boa Viagem, só para ir dirigindo ao Arruda ou à Ilha...?
Nós temos dois grandes shoppings próximos aos estádios, o Tacaruna e o Recife. Basta o Estado criar linhas de ônibus específicas para os torcedores que deixariam seus carros em dias de jogos nas grandes áreas dos centros de compra.
Essa visita de Ricardo Teixeira ao governador é mais política do que qualquer outra coisa. Sabendo da proximidade de Eduardo Campos com o presidente Lula, Teixeira está querendo é arrumar apoio para tentar sediar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Além disso, nada justifica o veto que ele já anda fazendo ao Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, em São Paulo. Também por causa do estacionamento.
Fico aqui imaginando uma Copa sendo organizada no Brasil. O quanto do dinheiro público que poderia ser empregado em escolas e cursos profissionalizantes não sairia pelo ralo, caindo nas mãos de dirigentes.
O Pan está aí, servindo de prato preliminar (ou sobremesa, como queiram). Só com passagens de dirigentes vai gastar cerca de R$ 22 milhões de reais. Seu orçamento decuplicou em relação ao projeto inicial. E as obras ainda estão atrasadas.
E isto porque quem está à frente é Carlos Arthur Nuzmam, um dos dirigentes de maior prestígio no meio esportivo brasileiro e que, com certeza, vai sair com sua biografia arranhada deste Pan.
Imaginem uma Copa do Mundo no Brasil sendo organizada por Ricardo Teixeira. Um cartola da pior espécie, que transformou a seleção nacional numa mercadoria barata, um circo mambembe, que passa por todo canto, catando dólares, mas virou as costas para a torcida brasileira.
Segunda, 12 de Março de 2007, 09:53 AM
Por Antônio Falcão
No Rio, o radialista Celso Garcia foi ao bairro de Quintino e ficou pasmo com um garoto que sabia tudo de bola. “Dê seu nome e idade” – pediu. Aí o guri disse: “Arthur Antunes Coimbra, ou Zico, estudo e vivo aqui, onde nasci em 3 de março de 1953. Tenho, portanto, 13 anos e sou o caçula da família”. A seguir, Celso teve dos pais dele – José, padeiro português e flamenguista, e Matilde, a matriarca Tidinha – permissão para levá-lo ao infantil do Flamengo. Só depois o radialista soube que Zico tinha dois irmãos que jogavam no América – Edu e Antunes. E que preferira o Mengo por idolatria a Dida – como ele, meia finíssimo que fora rubro-negro até 1964 – e por ser o clube da Gávea, essencialmente, o time do seu coração.
Pronto: desde aí, só daria Zico no vermelho e preto. E, antes de pegar peso pela superalimentação que lhe foi imposta e ter 1,71 m de altura, levou o título estadual juvenil de 1969. Em julho de 71, já como o Galinho de Quintino – expressão do locutor Waldir Amaral, dado à garra e ao bairro onde nasceu –, Zico se profissionalizaria para ser o maior ídolo rubro-negro e o seu maior goleador de todos os tempos. Nesse ano, ele esteve na seleção brasileira pré-olímpica, mas não foi às Olimpíadas. Porém, seria campeão carioca em 1972. E repetiu isso nos estaduais de 74-78-79-81-86. Ainda no Flamengo, Zico venceu os campeonatos brasileiros de 80, 82 e 83. Bem como a Taça Libertadores da América e o mundial interclubes de 1981, este disputado no Japão e contra o inglês Liverpool. Pelo conjunto da obra, o Galinho de Quintino fez jus à Bola de Prata da revista Placar em seis edições – 74, 75, 77 e 82. E na quase totalidade desses e outros anos Zico foi artilheiro. Sendo, também, o maior goleador do estádio do Maracanã – com 320 tentos, em 22 anos de muita bola no pé.
A sua outra paixão, talvez maior que o Flamengo, é Sandra, vizinha e primeira namorada – ela, aos 14 anos; e ele com 17 –, rubro-negra com quem casou. Sandra é irmã da mulher do mano Edu, e mãe de Júnior, Bruno e Tiago, filhos do Galinho. Ela, de fato, é também a sua melhor amiga, a companheirona das horas difíceis e, sobretudo, a confidente.
Mais outra maravilha na saga do ídolo: a seleção do Brasil, na qual estreou em 25 de fevereiro de 1976, contra o Uruguai. A partir disso, Zico esteve em quase toda lista de convocação. No escrete, o Galo venceu as copas do bicentenário da independência ianque, Rio Branco, Roca, Oswaldo Cruz e Atlântico – todas em 76. E o troféu Inglaterra-Brasil de 81. Até 86, quando decidiu sair do escrete após a Copa do Mundo no México, Zico fez 88 jogos pelo País, marcando 66 gols – e foi até bem pouco o segundo maior artilheiro da seleção. Em três Copas do Mundo, ele participaria de 14 partidas, fazendo cinco tentos.
Mas esses Mundiais lhe fizeram mal. Machucado, no da Argentina, em 1978, Zico só fez um jogo inteiro; nas outras partidas, apenas um tempo. O time do Brasil nessa Copa era a cara da ditadura militar vigente no País. A começar por Cláudio Coutinho, o treinador e ex-capitão do Exército, que só ouvia o almirante Heleno Nunes, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (antecessora da atual Confederação Brasileira de Futebol – CBF). E, buscando a polivalência, esse técnico se perdeu no comando. Sem convocar Falcão nem Júnior, ele sacou Reinaldo – um que não bajulava milico. Desse fiasco de competição, ficaria a frase idiota do próprio Cláudio Coutinho: “Somos campeões morais desta Copa”. E as expressões overlapping e ponto futuro, também dele, que não dizem nada ao estilo criativo do artístico craque brasileiro.
Para Zico, o Mundial de 82, na Espanha, com o Brasil pondo em campo o time mais harmonioso que pôde reunir em toda a sua história, foi perdido à toa. E o de 1986 – quando, contundido, ele perdeu o pênalti contra a França – um trauma que o fez se retirar em definitivo do selecionado. Então, ofendido pelo patrulhamento, o Galo de Quintino, da Gávea e do planeta abriu o jogo: “Não trocaria nenhum título que ganhei no Flamengo por uma Copa do Mundo”. Porém, solidário com ele, o escritor e cartunista Ziraldo Pinto o apoiara deste modo: “Santa mãe! Quantas alegrias Zico deu a mim e aos torcedores do Brasil e do Flamengo! Quantas faltas batidas à esquerda da meia-lua eram gols mais certeiros que gols de pênaltis? Zico perdeu o pênalti da sua vida – da nossa vida – e foi imediatamente perdoado por sua grandeza”.
No segundo semestre de 1983, o Galinho fora vendido à Udinese italiana e o compositor baiano Moraes Moreira, em frevo, exprimiu a tristeza da torcida rubro-negra e carioca por seu afastamento da Gávea: “E agora como é que eu fico/ nas tardes de domingo/ sem Zico no Maracanã...” Na Itália, o artista do futebol brasileiro repetiu o êxito que experimentara no Flamengo, embora que em um time intermediário como o Udinese. E foi artilheiro do dinâmico campeonato nacional italiano, além de ser considerado o melhor jogador da temporada. Mas, mesmo recebendo propostas irrecusáveis de grandes clubes locais, como o AC Milan e a Roma, ele voltou ao Brasil – e, naturalmente, ao Flamengo da sua paixão – na segunda metade de 1985.
Na Gávea, Zico ficaria até 90, quando fez a partida de adeus, no dia 6 de fevereiro, entre os companheiros do Mengo e seus amigos, jogo que terminou 2 a 2. Nesse tempo, contabilizaria 847 invejáveis partidas com a camisa rubro-negra que ele glorificara. E sua soma de gols batia a todos os que já estiveram no clube: 601. A seguir, chamaram-no para a administração do presidente da República, Fernando Collor de Mello, e ele – ingênuo em política – aceitou ser o secretário de esportes do governo federal. (Na verdade, Zico já fizera política, sim, mas com seriedade e idealismo: em 1981, quando fundou e presidiu o sindicato dos jogadores profissionais). No governo Collor, ele produziu a lei que tomara o seu nome e fora superada pela Lei Pelé, ordenamento que disciplina – será? – o futebol. Entretanto, não agüentando a politicagem, Zico afastou-se do governo. E em 91, pensando em melhorar o pé-de-meia, o Galinho de Quintino aceitou ir para o Kashima Antlers japonês, onde foi o artilheiro principal, mestre de escolinha, ídolo e – a partir de 1994 – consultor de futebol à distância.
No Rio, o cidadão Arthur Antunes Coimbra, mais que ninguém, teria cabedal (e dinheiro) para criar o Centro de Futebol Zico – CFZ –, destinado a crianças do Brasil e a japoneses aspirantes a craques. No plano dos negócios, afora os inúmeros investimentos, ele aluga a própria imagem para publicidades que não lhe comprometam moralmente. E é bastante solidário com os ex-jogadores de futebol arruinados – a maioria.
Na Copa do Mundo de 1998, na França, o Galo de Quintino, ainda ávido para defender a seleção brasileira, incumbiu-se de auxiliar o técnico Mário Jorge Lobo Zagallo. Seu desempenho foi satisfatório, mas o do escrete nem tanto. Em 2000, ele presidiria a comissão da CBF encarregada de trazer o Mundial de 2006 para o Brasil. E em 2003 aceitou a tarefa de treinar a seleção nacional japonesa. Com vistas à Copa do Mundo de 2006, ele classificou o Japão e, para o seu constrangimento natural de patriota, viu o selecionado nipônico incluído por sorteio na chave do Brasil. No mais, sempre que pode estar no Rio de Janeiro, Zico vive com a família numa casa de 1.200 metros quadrados, rodeada por um jardim de área três vezes maior, onde cabem – além de Sandra e os filhos – os seus troféus e a sua incomensurável cordialidade.
Nota do blog : O próprio Zico já parabenizou o autor pela fidelidade das informações contidas nesta minibiografia.
Domingo, 11 de Março de 2007, 08:43 PM
Além da ótima campanha no Campeonato Pernambucano, com 11 vitórias e um empate em 12 rodadas, o Sport conta com o inferno astral dos principais concorrentes para se manter como grande favorito à conquista do título.Neste domingo, o time cumpriu o dever de fora como se estivesse em casa. Enfrentou o Central, em Caruaru, e impôs 1x0 ao aguerrido, mas ainda limitado, time do técnico Maurício Simões.
Esse resultado bastava para os rubro-negros permanecerem na ponta da tabela, mas o Náutico acabou tropeçando em Serra Talhada, ao ser derrotado por 2x1 pelo Serrano, enquanto o Santa Cruz chegou a abrir três gols de vantagem sobre o Porto (terminou o primeiro tempo vencendo por 4x1), mas cedeu o empate (4x4) na etapa final.
O Sport vem apresentando um futebol tão regular que o técnico Alexandre Gallo está se dando ao luxo de poupar alguns jogadores durante os jogos, já visando à disputa da Copa do Brasil. Aos 20 minutos do segundo tempo, retirou Carlinhos Bala para dar ritmo a Luciano Henrique.
Para completar a feliz tarde rubro-negra, o Vera Cruz, que vinha embalado com quatro vitórias, só empatou com o Belo Jardim, em Vitória de Santo Antão, deixando a liderança isolada para o Sport.
Com seis pontos de vantagem sobre o Náutico e sete à frente do Santa Cruz, o Sport agora vai procurar administrar a vantagem, pois está a seis partidas do bicampeonato.
É, o Leão está solto.
RÁPIDAS
PROTESTO TARDIO - A torcida Inferno Coral resolveu protestar após o empate com o Porto, com frases pouco lisonjeiras à diretoria do Santa Cruz. Pelo jeito, acordou tarde. A crise do clube vem desde o ano passado. Ou não é?
FRUSTRAÇÃO - Não estou aqui criticando o sagrado direito dos torcedores de reclamarem da atuação do time. Neste domingo, com certeza, tiveram razão. É inexplicável sofrer um empate após colocar três gols de vantagem. Mas quando todos os tricolores esquecerem a política e pensarem apenas no bem do clube o Santinha, com certeza, vai voltar aos grandes dias.
DECEPÇÃO - A grande decepção deste segundo turno do Estadual é o Náutico. Após ensaiar uma reação com a entrada do uruguaio Acosta, o time sucumbiu com duas derrotas seguidas para Porto e Serrano. Uma pena, pois a torcida alvirrubra estava muito animada.
O DESTAQUE - O meia Joélson, de 18 anos, é o grande candidato a revelação do Campeonato Pernambucano. Depois de triturar o Náutico na quarta-feira, em Caruaru, na vitória do Porto por 4x3, resolveu jogar bola no segundo tempo contra o Santa e marcou dois gols.
RONALDO, O FENÔMENO - Bastava Ronaldo tocar na bola para ser veementemente vaiado no Estádio Giuseppe Meaza, em Milão, pela torcida da Inter, seu ex-clube. Mas o Fenômeno mostrou sua força. Fez um golaço, chutando de perna esquerda de fora da área e depois colocou a mão no ouvido, ironizando a torcida rival. Pena que o time do Milan tenha um meio-de-campo tão fraco. Por isso, sofreu a virada da Inter, que tem um conjunto melhor.
RICARDO TEIXEIRA - O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, chega terça-feira ao Recife, para se reunir com o governador Eduardo Campos e o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Carlos Alberto Oliveira. Assunto: Copa do Mundo. Pernambuco poderá ter um de seus estádios sediando jogos do Mundial em 2014. A notícia foi divulgada ontem pelo jornalista Claudemir Gomes no seu programa Esportes no 11, na TV Universitária.
Domingo, 11 de Março de 2007, 12:46 AM
Por Giba Carvalheira e Sérgio Travassos
Os clássicos de futebol existem em todos os quatro cantos do planeta. Grandes, pequenos, tradicionais, enfim, o que está em jogo, é a rivalidade de dois times que entram em campo e teoricamente “se odeiam”. Por aqui temos o Sport, Náutico e Santa Cruz, que fazem os tradicionais: “Clássico das Multidões”, “Clássico dos Clássicos” e “Clássicos das Emoções”.
Dando um giro pelo mundo, indo especificamente para o continente europeu, num país de tradição no futebol, mas sem resultados expressivos em competições mundiais, a Escócia, temos o que pode ser considerado por desportistas e por atletas um dos maiores e mais antigos clássicos do planeta: Celtics x Rangers! O primeiro jogo entre eles data de 28 de maio de 1888 (quase 120 anos), e teve como placar Celtics 5 x 2 Rangers.
Mas o que teria de tão especial esse clássico, popularmente conhecido como: “The Old Firm” (“A Velha Firma”)? Um pequeno pormenor religioso fez com que esse jogo fosse um dos mais violentos de todos os tempos: católicos versus protestantes!
O Celtics foi fundado por padres católicos, que quiseram homenagear os irlandeses que moravam no leste de Glasgow, e o Rangers foi fundado por protestantes. A primeira vez que o “pau cantou” literalmente foi em 1909, no Hampden Park, num jogo para 60 mil pessoas, onde morreram numa briga 180 pessoas.
A população escocesa inclusive acreditava que os clubes se beneficiavam dessa violência, pelos infindáveis títulos dos dois times, pois, quem torcia por outro time qualquer, quando acontecia o “The Old Firm”, bastava ser católico ou protestante para se posicionar nas determinadas torcidas.
Eles aglutinaram, com isso, milhões de fiéis torcedores e, nos últimos 45 anos, só dois times quebraram a hegemonia dos dois: o Dundee e o Abderteen, que era comandado na época pelo famoso Alex Fergurson, que há 25 anos treina o Manchester United.
Para se ter uma idéia do fanatismo, os torcedores do Celtics (verde e branco) colocam estampada em sua bandeira a imagem do Papa e apóiam o grupo terrorista irlandês: “Ira”! Já os do Rangers (azul e branco), de tradição protestante anglicana, colocam em suas bandeiras o rosto da Rainha da Inglaterra, cantam o hino do Império Britânico e apóiam o grupo terrorista Protestante: “Ulster”! São verdadeiros Hooligans escoceses!
Em 1931, em mais um clássico “The Old Firm”, o goleiro do Rangers teve o seu crânio quebrado por um jogador do Celtics, numa disputa de bola, acirrando ainda mais o ânimo dos torcedores.
Com a profissionalização do futebol, o dinheiro de patrocinadores começou a entrar, e jogadores de outras religiões puderam jogar nos dois times, mas eram considerados “estrangeiros”. Em 1989 o Rangers, tentando acabar com a segregação religiosa, contratou o jogador Mourice “Mo” Johnston, um católico que havia sido artilheiro pelo Celtics. E ele passou a receber ameaças de morte pelas duas torcidas, tendo depois se “exilado” nos Estados Unidos. Em meados da década de 90, isso começou a acabar.
A nível de futebol europeu, o Celtics foi campeão da Copa dos Campeões em 1967, vencendo a Internacionale de Milão por 2x1, vice em 1970, e vice da Copa da UEFA em 2003. O Rangers conquistou a Recopa de 1972, um antigo torneio europeu de grande importância.
Outro detalhe curioso é que a torcida do Rangers usa camisa laranja, como provocação ao adversário, para comemorar a deposição da Monarquia Católica de Guilherme de Orange, em 1688, que era conhecido como “Billy”. Os torcedores do Celtics são conhecidos como os “Billy Boys”.
Números:
Recorde no Celtic Park – 92.000 espectadores (1938)
Recorde no Ibroux Park (Rangers) – 118.567 espectadores (1939)
Rangers – 249 vitórias
Celtics – 192 vitórias
Empates – 137
O que diriam os integrantes da Torcida Jovem, da Inferno Coral e da Fanáutico sobre esse assunto?
Como diz o ditado: “futebol, política e religião não se discute”
Assim seja!
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